Vidas Secas
Bibliografia no nextread
13 obras de Graciliano Ramos em português, com capa, sinopse e o que ler depois de cada uma.
Esta é a obra de Graciliano Ramos que o catálogo do nextread cobre em português — de 2013 a 2025 — reunida em um só lugar: cada livro com capa, sinopse completa e, quando existe, a lista do que ler depois dele.
Vidas Secas
Vidas secas nos transporta para o sertão nordestino, mostrando a dura jornada humana na luta contra a seca e a pobreza, revelando as esperanças e os desafios enfrentados por Fabiano, Sinha Vitória e sua família. Com uma linguagem única, traz reflexões sobre a resiliência desse povo humilde que se depara com a esperança, enquanto busca um mínimo de dignidade em meio às adversidades cruéis da vida, e enfrentando desafios extremos – não só gerados pela seca avassaladora, mas também pela brutalidade...
A obra
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Vidas secas nos transporta para o sertão nordestino, mostrando a dura jornada humana na luta contra a seca e a pobreza, revelando as esperanças e os desafios enfrentados por Fabiano, Sinha Vitória e sua família. Com uma linguagem única, traz reflexões sobre a resiliência desse povo humilde que se depara com a esperança, enquanto busca um mínimo de dignidade em meio às adversidades cruéis da vida, e enfrentando desafios extremos – não só gerados pela seca avassaladora, mas também pela brutalidade da natureza humana. Esta obra-prima da literatura brasileira transcende o seu tempo e certamente fará com que você se emocione ao conhecer a jornada de personagens comoventes e também marcantes que não sairão mais da sua mente.
Começo declarando que me chamo Paulo Honório, peso oitenta e nove quilos e completei cinquenta anos pelo São Pedro. [...] O meu fito na vida foi apossar-me das terras de São Bernardo, construir esta casa, plantar algodão, plantar mamona, levantar a serraria e o descaroçador, introduzir nestas brenhas a pomicultura e a avicultura, adquirir um rebanho bovino regular. Tudo isso é fácil quando está terminado e embira-se em duas linhas, mas para o sujeito que vai começar, olha os quatro cantos e não tem em que se pegue, as dificuldades são terríveis. Este exemplar contem ensaios de Álvaro Lins, Lúcia Miguel Pereira, Otto Maria Carpeaux e Rodrigo Gurgel.
Originalmente publicado em 1936, quando Graciliano Ramos ainda estava na prisão, Angústia é considerado um dos maiores romances clássicos da literatura nacional. Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha o fluxo de consciência de Luís da Silva, um homem atormentado, que se vê possuído pelo ciúme após a noiva Marina trocá-lo pelo burguês Julião Tavares. Assim, a rotina pacata do funcionário público é tomada por ideias obsessivas de perseguição e de morte. - romance agraciado com o prêmio Lima Barreto - ilustrações de André Comanche - considerado um dos maiores romances da literatura brasileira
Faltava escrever apenas um capítulo de suas memórias quando Graciliano Ramos faleceu, em 1953. Apesar de inacabado, o livro foi publicado de forma póstuma, originalmente em quatro volumes, com uma "Explicação final" de Ricardo Ramos fazendo as vezes de conclusão, e logo tornou-se o maior sucesso do autor — já renomado, mas pouco lido pelo público em geral. Graciliano Ramos foi preso em Maceió, em março de 1936, e ficou detido, sem acusação formal, passando por prisões em Recife e no Rio de Janeiro, até ser libertado em janeiro de 1937, um dos mais ilustres prisioneiros vitimados pela repressão do governo Vargas. Testemunho político de alto nível literário, as Memórias do cárcere reafirmam a qualidade excepcional da escrita de um dos maiores escritores brasileiros.
Completando 75 anos desde a primeira publicação, Infância retrata os primórdios da vida de Graciliano Ramos, um dos maiores autores da literatura nacional, em um novo projeto gráfico. Literário e autobiográfico, Infância retrata as memórias de Graciliano Ramos dos tempos de menino até a adolescência no interior de Alagoas, ao mesmo tempo que acompanha sua formação como leitor e os primeiros passos como autor. Os textos, relatos independentes elaborados entre 1936 e 1944, não foram escritos na ordem em que se encontram organizados neste volume, o que confere à narrativa um tom folhetinesco típico da narrativa oral. A poética das memórias une a hesitação do narrador ao cuidadoso trabalho de refino do texto, que é característico de Graciliano Ramos, evidenciando porque ele é um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos.
Graciliano Ramos foi um renomado escritor brasileiro, considerado um dos principais representantes do Modernismo no Brasil. Nascido em Quebrangulo, Alagoas, Ramos iniciou sua carreira como jornalista e, posteriormente, tornou-se conhecido por suas obras literárias. Graciliano é reconhecido como o principal escritor do Modernismo, integrando o grupo que iniciou o realismo crítico ao abordar os desafios brasileiros, tanto de forma geral quanto específica a uma determinada região, nos chamados Romances Regionalistas. Publicada em 1947, a obra " Insônia," mergulha nas profundezas da psique de seus personagens, explorando temas como solidão, introspecção e os desafios da vida. A narrativa utiliza fragmentos, reflexões e histórias curtas para revelar as complexidades das relações humanas. A insônia, presente no título, simboliza não apenas a privação do sono, mas também a vigília constante diante das inquietações existenciais. A obra destaca-se pela profundidade psicológica, evidenciando a habilidade de Graciliano Ramos em explorar as dimensões íntimas e obscuras da mente humana. Ler "Insônia" é uma experiência reflexiva e emocionalmente envolvente.
Raimundo era careca e tinha um olho azul e outro preto. Por essa razão, era considerado estranho pelas pessoa se quase ninguém falava com ele. Seus vizinhos o apelidaram de Raimundo Pelado. Por não ter amigos, começa a falar sozinho, cria um país imaginário chamado Tatipirun, onde as pessoas têm um olho preto e outro azul, onde não existem cabelos em suas cabeças, e onde as plantas e animais falam. Ali, ele descobre, ninguém é ofendido ,nem ferido. Todos são iguais! Com texto primoroso, A terra dos meninos pelados é um livro indicado para leitores de todas as idades.
Edição digital de Viventes das Alagoas. Lançado postumamente, a obra é uma reunião de textos que misturam crônica, ensaio e ficção. O livro integra o projeto de reedição de toda a obra de Graciliano Ramos, supervisionado por Wander Melo Miranda, professor titular de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Minas Gerais.Os textos híbridos que compõem Viventes das Alagoas fazem parte das colaborações de Graciliano para a imprensa a partir de 1937. Considerado um subversivo pela ditadura do Estado Novo, o velho Graça é preso em 1936 em Maceió, e transportado para o Rio de Janeiro, onde é libertado apenas em 1937. Fixado na cidade desde então, o autor de Caetés e Angústia passa a escrever artigos para revistas como O Cruzeiro, Cultura Política e jornais como Diário de Notícias e A Tarde.O livro traz ainda em suas páginas finais, relatórios feitos por Graciliano quando prefeito de Palmeira dos índios (AL). A linguagem burocrática e formal, característica desses documentos, é substituída por notas irônicas e sarcásticas, além de rasgos literários que simbolizam o ingresso de Graciliano na literatura.
Literatura
"Um cinturão e outros contos de Graciliano Ramos" apresenta três histórias pessoais do autor, nas quais ele revisita sua infância e os desafios enfrentados no início do século XX. Em "Um cinturão", Graciliano recorda como, pela primeira vez, entrou em contato com a "justiça" por meio das surras de cinturão dadas por seus pais. Já em "O menino da mata e seu cão Piloto", ele recorda a infância no sertão, quando encontra um livro de capa amarelada que o faz descobrir os mistérios da leitura, em meio ao escárnio de sua família e amigos. Finalmente, em "A criança infeliz", Graciliano descreve as violências sofridas no ambiente escolar, como as palmatórias, que marcaram sua infância e influenciaram a vida de um colega de escola. A obra reflete sobre as violências físicas e psicológicas que marcaram a formação do autor e de sua geração.
Garranchos é uma reunião de 81 textos inéditos em livro de Graciliano Ramos, produzidos pelo escritor alagoano em diferentes momentos de sua trajetória artística, intelectual e política, abrangendo um período que vai desde meados dos anos 1910 até o início da década de 1950. Nesse conjunto encontram-se crônicas, epigramas, artigos de crítica literária, discursos políticos, cartas publicadas na imprensa, o primeiro ato de uma peça de teatro, além de um conto juvenil intitulado "O ladrão", datado de julho de 1915, entre outras valiosas revelações descobertas em acervos de todo o país.
Uma reunião de entrevistas que oferecem um aplo parecer da vida pessoa, artística e política de Graciliano Ramos. Conversas reúne 45 textos de entrevistas, enquetes e depoimentos que Graciliano Ramos concedeu a diferentes veículos jornalísticos ao longo de sua trajetória intelectual, desde 1910 até 1952. A obra inclui ainda 19 causos (pequenas narrativas de caráter anedótico), cuja figura central é o autor de Vidas secas. Rigorosamente anotado e disposto em ordem cronológica, os textos permitem divisar outro Graciliano para além da imagem consolidada de um homem tão só calado e avesso a bate-papos. Conversas revela as facetas bem-humorada, simpática e falante do escritor, que não deixava de se posicionar de modo direto e contundente sobre as principais questões da época em que viveu.
A antologia é uma reunião de textos do escritor alagoano – alguns inéditos – sobre o banditismo sertanejo, que foram publicados entre os anos de 1931 e 1941, em veículos de seu estado natal e do Rio de Janeiro, então capital do país. Ao todo, são 14 artigos de imprensa e dois capítulos do romance Vidas secas.
Clássica crônica histórica de Graciliano Ramos, agora em nova edição. Esta Pequena história da República foi pensada originalmente para o concurso promovido pela revista Diretrizes, em 1939, cujo objetivo era a premiação de um texto que contasse, para crianças, a história de nossa República, em comemoração aos 50 anos de sua proclamação. O texto, que não chegou a ser inscrito no concurso, viria a ser publicado em Alexandre e outros heróis. Com a publicação de Vidas secas, Graciliano Ramos havia encerrado um ciclo. A pesquisa que viera desenvolvendo tinha atingido um patamar difícil de ser superado. Vidas secas criaria, para o escritor, uma situação de impasse. Avançar além daquele ponto lhe parecia empreitada quase impossível. Talvez valesse tentar uma mudança de rota, recomeçar do zero, pondo de lado o que fizera até ali. Optando por um campo de experimentações que lhe permitiria talvez maior descontração, decidiu realizar experiências de literatura para jovens. Abordando a queda do Império e a evolução da chamada República Velha, Pequena história da República é uma espécie de crônica histórica. O tom irreverente, acentuado na primeira parte, é muito semelhante ao do famoso relatório do prefeito de Palmeira dos Índios, dirigido ao governador do estado, que iria possibilitar a descoberta, pelo editor Augusto Frederico Schmidt, do escritor Graciliano Ramos.
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