Canção para ninar menino grande
Bibliografia no nextread
7 obras de Conceição Evaristo em português, com capa, sinopse e o que ler depois de cada uma.
Esta é a obra de Conceição Evaristo que o catálogo do nextread cobre em português — de 2016 a 2026 — reunida em um só lugar: cada livro com capa, sinopse completa e, quando existe, a lista do que ler depois dele.
Canção para ninar menino grande
Trata-se de um mosaico afetuoso de experiências negras, um canto amoroso e dolorido. Na figura do personagem Fio Jasmim, Conceição discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro é um mergulho na poética da escrevivência e ao mesmo tempo um tributo ao amor sob uma ótica poucas vezes vista na literatura brasileira.
A obra
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Trata-se de um mosaico afetuoso de experiências negras, um canto amoroso e dolorido. Na figura do personagem Fio Jasmim, Conceição discute com maestria as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras. O livro é um mergulho na poética da escrevivência e ao mesmo tempo um tributo ao amor sob uma ótica poucas vezes vista na literatura brasileira.
Em Olhos d'água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.
uma poética de nossa afro-brasilidade
Com pioneirismo e inovação científica, Conceição Evaristo produziu, nos anos 1990, sua dissertação de mestrado sobre literatura negra, falando de si e de nós num ambiente que ainda não dava a devida importância à autoria negra, ou nem mesmo reconhecia essas produções como literatura. Em Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade, a autora nutre o nascente conceito de Escrevivência, ao analisar poemas dos principais autores negros dos séculos 19 e 20, com destaque para a poesia publicada pela Cadernos Negros.
Becos da memória é um dos mais importantes romances memorialistas da literatura contemporânea brasileira. A autora traduz, a partir de seus muitos personagens, a complexidade humana e os sentimentos profundos dos que enfrentam cotidianamente o desamparo, o preconceito, a fome e a miséria; dos que a cada dia têm a vida por um fio. Sem perder o lirismo e a delicadeza, a autora discute, como poucos, questões profundas da sociedade brasileira.
Nossos passos vêm de longe e outras histórias ancestrais reúne cinco autoras que transformam memória em literatura e resistência em narrativa. Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cidinha da Silva, Ana Paula Lisboa e Luciana Nabuco criam histórias que atravessam gerações, revelando dores, afetos e a luta por pertencimento. Das mulheres negras que pavimentaram o presente com suor e coragem ao impacto silencioso do racismo estrutural, das batalhas por espaço e identidade aos laços familiares moldados por amor e dureza — cada conto desta coletânea desenterra silêncios e ilumina trajetórias que nunca deveriam ser esquecidas. Com textos potentes e ilustrações de Luciana Nabuco que dialogam com as narrativas, este livro é um convite para ouvir, sentir e dar muitos passos adiante. "Ver a escrita de mulheres negras se expandir e reverberar confirma que existe um caminho aberto a ser trilhado por todas nós", assegura a professora e escritora Sílvia Barros, em seu belo prefácio.
Há quase 50 anos, Clarice Lispector publicou A hora da estrela, seu último e mais emblemático romance. Nascia então Macabéa, jovem nordestina, pobre e migrante, cuja vida era marcada por dores, silêncios e apagamento. Agora, brota a Flor de Mulungu. Neste conto ilustrado, a premiada e incontornável voz da literatura brasileira contemporânea Conceição Evaristo revisita e dá novos contornos à Macabéa, em um manifesto literário que coloca a escrita como uma forma de fazer vingar a vida. O olhar de Evaristo para esta personagem é realista, evoca a ancestralidade de Macabéa (e de todas as Macabéas que ali habitam) para costurar uma nova trajetória em que "Mulheres como Macabéa não morrem. Costumam ser porta-vozes de outras mulheres, iguais a elas".
A história de Ponciá Vicêncio descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista. A autora traça a trajetória da personagem da infância à idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado.
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