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O que ler depois de Véspera

6 livros parecidos com Véspera, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.

Véspera, de Carla Madeira, é um romance sobre perda e desejo escrito numa prosa que corta: personagens que carregam culpa e ternura na mesma frase. As recomendações abaixo seguem essa linha — literatura brasileira contemporânea que encara o luto, a memória e as relações de família sem suavizar nada.

Nesta lista: 1. O peso do pássaro morto 2. A mulher que escreveu a Bíblia (Nova edição) 3. O som do rugido da onça 4. A resistência 5. A hora da estrela 6. Uma mulher no escuro

Outros livros de Carla Madeira

A partir deste livro

Sobre Véspera

Novo romance da autora do fenômeno Tudo é rio, Véspera retoma a escrita brilhante e contagiante de Carla Madeira, que desperta todo tipo de emoção no leitor. Carla Madeira cria personagens que parecem estar vivos diante de nós. As emoções que sentem são palpáveis e suas reações, autênticas. Temos a sensação de conhecê-los de perto, inclusive as contradições e os pontos cegos. Tal virtude é evidente em seu livro de estreia e grande sucesso, Tudo é rio (2014), mas também no livro seguinte, A natur...

As recomendações

6 livros parecidos com Véspera

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  1. Capa de O peso do pássaro morto

    O peso do pássaro morto

    Aline Bei

    2025 · 243 págs.

    “Assim como 'Véspera', este romance acompanha uma protagonista marcada por uma perda devastadora, explorando a solidão e o luto com uma prosa poética e fragmentada. A narrativa intimista e a profundidade emocional ecoam a obra de Carla Madeira.”

    Romance de estreia de Aline Bei, O peso do pássaro morto narra a história de uma mulher dos 8 aos 52 anos — uma vida marcada por renúncias, perdas, traumas e sofrimentos. Esta nova edição inclui posfácio inédito de Marcelino Freire. A protagonista deste livro não tem nome. Aos oito anos, ela tem um corpo que brinca, sonha e ama. Tem pais que se preocupam com ela. Tem uma melhor amiga com quem se diverte durante os intervalos da escola. Tem como vizinhos uma senhora querida que cozinha o melhor pudim do mundo e um enigmático benzedeiro de óculos escuros que cura tudo em um passe de mágica. Tem, sobretudo, um futuro repleto de possibilidades pela frente. Porém, uma série de acontecimentos lhe ensina muito cedo sua falta de controle diante da imprevisibilidade da morte. Brutais e implacáveis, essas perdas logo passam a fazer parte de quem ela é. Anos mais tarde, com as cicatrizes dos traumas de infância inscritas no corpo, a protagonista é vítima de uma violência que mais uma vez a mudará para sempre. Em meio a muitas dores, mas também a pequenos momentos de delicadeza, essa mulher amadurece tentando entender seu lugar em um mundo — que parece relembrá-la, em igual medida, de sua fragilidade e de sua força. Publicado pela primeira vez em 2017, O peso do pássaro morto se tornou um dos maiores fenômenos da literatura contemporânea, e se destaca por seu estilo híbrido entre a prosa e a poesia. Nessa estreia arrebatadora, Aline Bei faz uma investigação universal da existência humana, de nossa busca por afeto e de como os nossos sofrimentos — nem sempre nomeáveis — nos tornam quem somos. "Nesta obra, todos aqueles que, em suas solidões, temem a morte, encontrarão o que há de mais indelével na existência: perceber-se humano ao sentir o peso que o outro suporta. Uma escrita que nos permite experienciar diversas maneiras de se findar — como um ensaio, como a pele que testa a quentura da água — pela escolha de continuar lendo, e sentindo, a beleza de chorar as dores de uma personagem. Aline Bei, aqui, nos entrega seu legado." — Jarid Arraes " O peso do pássaro morto é um marco da ficção contemporânea brasileira. Aline Bei constrói a leveza e o peso de viver por meio de uma linguagem exuberante. Uma narrativa magistral sobre a perda, a solidão e a passagem do tempo." — Jeferson Tenório

  2. Capa de A mulher que escreveu a Bíblia (Nova edição)

    A mulher que escreveu a Bíblia (Nova edição)

    Moacyr Scliar

    2025 · 191 págs.

    “Este romance traz uma narrativa que, como 'Véspera', circula em torno de uma figura feminina complexa e de suas escolhas, misturando sagrado e profano. A prosa precisa e o olhar para as intricadas relações humanas conectam as obras.”

    Nesta sátira de costumes em que a linguagem erudita convive com a de baixo calão, Moacyr Scliar oferece novas e irreverentes versões para conhecidos episódios das Escrituras, em uma narrativa ao mesmo tempo profana e apaixonada. * Prêmio Jabuti 2000 de Melhor Romance. Uma mulher de nosso tempo, empregada de uma loja de louças, submete-se a uma terapia de vidas passadas e conclui que numa encarnação anterior, há três mil anos, foi ela que escreveu a primeira versão da Bíblia. Por meio de um relato em primeira pessoa, conhecemos a trajetória dessa personagem anônima, filha de um pastor de cabras do deserto, que vai a Jerusalém e torna-se uma das setecentas esposas do rei Salomão, apesar de sua notável feiura. Por ser a única letrada do harém, o soberano a encarrega de escrever a história do povo judeu, ainda que para isso ela entre em conflito com os sisudos escribas oficiais da corte. É pelos olhos dessa mulher feiíssima e intelectualmente brilhante que percorremos os bastidores da corte de Salomão e a vida cotidiana da Jerusalém de seu tempo. Por essa via oblíqua, Moacyr Scliar constrói uma narrativa fascinante, que é ao mesmo tempo sátira e romance de aventura. Como costuma acontecer nos livros do autor, o humor irreverente anda de braços com um profundo humanismo, cujo traço mais evidente é a simpatia pelos deserdados e excluídos.

  3. Capa de O som do rugido da onça

    O som do rugido da onça

    Micheliny Verunschk

    2021 · 169 págs.

    “Este livro, como 'Véspera', explora a memória e a identidade de forma inovadora, entrelaçando passado e presente com uma linguagem sensorial. A temática da perda e da busca por pertencimento aproxima as duas obras.”

    Neste romance embebido de lirismo, Micheliny Verunschk joga luz sobre a história de duas crianças indígenas raptadas no Brasil do século XIX. Vencedor do Prêmio Jabuti na categoria "Romance Literário". Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu. Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica para dar protagonismo às crianças — batizadas aqui de Iñe-e e Juri — arrancadas de sua terra natal. Entrelaçando a trama do século XIX ao Brasil contemporâneo, somos apresentados também a Josefa, jovem que reconhece as lacunas de seu passado ao ver a imagem de Iñe-e em uma exposição. Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento. "Um romance que expande as fronteiras da arte literária ao trazer memória, argumentos antropológicos e o melhor que a ficção pode nos oferecer." — Itamar Vieira Junior * Leitura obrigatória do vestibular da UFMS.

    O que ler depois de O som do rugido da onça →
  4. Capa de A resistência

    A resistência

    Julián Fuks

    2018 · 130 págs.

    “Neste romance, Fuks investiga a memória familiar e a história de seus pais, assim como Carla Madeira mergulha no passado de seus personagens. Ambos usam a linguagem como meio de reconstruir o que se perdeu, com uma sensibilidade ímpar.”

    Prémio Literário José Saramago 2017 * Prémio Jabuti 2016 (categoria Romance) Uma obra que explora magistralmente os temas da identidade, da família e do sentimento de pertença, pela mão de uma das mais promissoras vozes da literatura brasileira contemporânea. Plano Nacional de Leitura Literatura - 15-18 anos O ano de 1976, na Argentina, ficou marcado pelo início da ditadura militar, de que resultaram, entre muitos outros horrores, centenas de crianças desaparecidas. Na sequência do golpe militar, um jovem casal de psicanalistas decide deixar as trincheiras da Resistência e exilar-se no Brasil, levando consigo uma criança que adoptaram entretanto. Em terras brasileiras, o primogénito adoptado ganha irmãos. À medida que a família cresce, complicam-se as relações e adensa-se o mistério da identidade do primeiro filho. Cabe a Sebastián, o filho mais novo do casal e narrador desta história, tentar compreender e reconstruir o passado da família para poder reescrever o seu futuro. Numa poderosa autoficção, Julián Fuks reconstrói a história íntima de uma família e de um país. Uma narrativa singular e engenhosa, em que emoção e inteligência andam de mãos dadas, em que facto e ficção não são exactamente o que aparentam. «Não sei bem se escolhi meu tema ou se fui escolhido por ele. Muito antes de arriscar a primeira linha já sabia que um dia teria que escrever este livro, já ouvia os sussurros da história, já compreendia que tarefa era a minha.» Julián Fuks Sobre A resistência: «Um objeto narrativo dos mais sólidos, que não procura ser invasivo ou indiscreto, mas acima de tudo intenta resistir ao que nos devasta: o esquecimento, a alienação e a inobservância do outro e de si.» Estadão «O narrador aprendeu com a psicanálise que a resistência pode ser o lugar onde emerge o que não se quer admitir ou enxergar. Daí a necessidade de não ceder diante dela. Ali, justamente, é onde se deve insistir. A literatura muitas vezes é a forma dessa insistência. Mas poderíamos pensar que a literatura também resiste: ela reproduz modelos identitários, reforça posições familiares, cristalizando relatos de si. (...) O irmão é o leitor que se imagina e se teme. O leitor que se enfrenta, corajosamente, como resistência ao silêncio.» O Globo «É com o seu Sebastián-Julián, 'narrador não confiável', no limite entre realidade e ficção, história e memória, que Fuks encontra na literatura a sua morada.» Folha de São Paulo «Essa presença evasiva e escorregadia do irmão, que resiste ao apelo familiar, uma resistência pela imobilidade, como nos dirá Sebástian, o narrador do romance, pode muito bem nos remeter ao irmão alemão de Chico Buarque, que também se torna um pretexto familiar para figurar um drama que transcende esse universo e toca os dedos na ferida ainda aberta de uma das mais violentas décadas da América Latina.» Valor Econômico

  5. Capa de A hora da estrela

    A hora da estrela

    Clarice Lispector

    2020 · 96 págs.

    “Clarice Lispector é uma mestra na exploração psicológica, assim como Carla Madeira. Este livro trata da existência marginal e da busca de sentido, com uma narrativa que desnuda a alma humana, conectando-se às indagações de 'Véspera'.”

    Pouco antes de morrer, em 1977, Clarice Lispector decide se afastar da inflexão intimista que caracteriza sua escrita para desafiar a realidade. O resultado desse salto na extroversão é A hora da estrela, o livro mais surpreendente que escreveu. Se desde Perto do coração selvagem, seu romance de estreia, Clarice estava de corpo inteiro, todo o tempo, no centro de seus relatos, agora a cena é ocupada por personagens que em nada se parecem com ela. A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera. Clarice cria até um falso autor para seu livro, o narrador Rodrigo S.M., mas nem assim consegue se esconder. O desejo de desaparecimento, que a morte real logo depois consolidaria, se frustra. Entre a realidade e o delírio, buscando social enquanto sua alma a engolfava, Clarice escreveu um livro singular. A hora da estrela é um romance sobre o desamparo a que, apesar do consolo da linguagem, todos estamos entregues. — JOSÉ CASTELLO, Jornalista, escritor e Mestre em Comunicação pela UFRJ "Esfinge, feiticeira, monstro sagrado. O renascimento da fascinante Clarice Lispector tem sido um dos verdadeiros eventos literários do século 21. Ninguém soa como Clarice. Ninguém pensa como ela. Ela não apenas parece dotada de mais sentidos do que os cinco conhecidos, mas também curva a sintaxe e a pontuação de acordo com sua vontade. Ela vira o dicionário de cabeça para baixo, soltando todas as palavras de suas definições, espalhando-as de volta como quer e não é que a língua parece melhor?" — THE NEW YORK TIMES

    O que ler depois de A hora da estrela →
  6. Capa de Uma mulher no escuro

    Uma mulher no escuro

    Raphael Montes

    2019 · 233 págs.

    “Romance psicológico que, como 'Véspera', mergulha nas sombras da mente de seus personagens, lidando com perda e obsessão. A tensão crescente e o suspense são elementos que prendem o leitor do início ao fim.”

    PRÊMIO JABUTI DE MELHOR ROMANCE DE ENTRETENIMENTO DE 2020. Um crime brutal cometido há vinte anos, uma única sobrevivente, o retorno calculado do assassino. Em quem Victoria deve confiar? Neste thriller psicológico, Raphael Montes une romance e suspense em uma narrativa intrincada e sedutora. Do autor da novela "Beleza Fatal", da Max e criador da série original Netflix "Bom dia, Verônica". Victoria Bravo tinha quatro anos quando um homem invadiu sua casa e matou sua família a facadas, pichando seus rostos com tinta preta. Única sobrevivente, ela agora é uma jovem solitária e tímida, com pesadelos frequentes e sérias dificuldades para se relacionar. Seu refúgio é ficar em casa e observar a vida alheia pelas janelas do apartamento onde mora, na Lapa, Rio de Janeiro. Mas o passado bate à sua porta, e ela não sabe mais em quem pode confiar. Obrigada a enfrentar sua própria tragédia, Victoria embarca em uma jornada de amadurecimento e descoberta que a levará a zonas obscuras, mas também revelará as possibilidades do amor. Um psiquiatra, um amigo feito pela internet e um possível namorado — qual dos três homens está usando tudo o que sabe para aterrorizar a vida de Vic? E o que afinal ele quer com ela? Na literatura nacional, Raphael Montes é unanimidade quando se trata de livros de suspense. Uma mulher no escuro traz sua primeira protagonista feminina e confirma o autor como um dos mais originais da atualidade — além de deixar o leitor intrigado do começo ao fim.

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Perguntas frequentes

Sobre esta lista

Quais livros são parecidos com Véspera?
O peso do pássaro morto (Aline Bei), A mulher que escreveu a Bíblia (Nova edição) (Moacyr Scliar), O som do rugido da onça (Micheliny Verunschk), A resistência (Julián Fuks), A hora da estrela (Clarice Lispector), Uma mulher no escuro (Raphael Montes). São 6 indicações do motor de recomendação do nextread, cada uma com o porquê de ler depois de Véspera.
Por que ler O peso do pássaro morto depois de Véspera?
Assim como 'Véspera', este romance acompanha uma protagonista marcada por uma perda devastadora, explorando a solidão e o luto com uma prosa poética e fragmentada. A narrativa intimista e a profundidade emocional ecoam a obra de Carla Madeira.
Quais são os outros livros de Carla Madeira?
Entre os livros de Carla Madeira estão A natureza da mordida, Tudo é Rio, Véspera. A página Livros de Carla Madeira no nextread reúne as obras com sinopse e onde comprar.

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