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O que ler depois de A hora da estrela

5 livros parecidos com A hora da estrela, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.

A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, é uma obra-prima que mergulha na alma de uma nordestina migrante no Rio de Janeiro, abordando solidão, identidade e a crueza da existência com uma prosa poética e filosófica. Os livros a seguir exploram temas semelhantes — vidas marginalizadas, conflitos internos e a busca por sentido em meio ao caos urbano e social. Cada escolha carrega a intensidade psicológica e a sensibilidade de Lispector, convidando o leitor a contemplar o humano em suas formas mais vulneráveis.

Nesta lista: 1. Perto do coração selvagem 2. O cortiço 3. Vidas Secas 4. Quarto de Despejo 5. A resistência

Outros livros de Clarice Lispector

A partir deste livro
Capa de A hora da estrela

A hora da estrela

Clarice Lispector

2020 · 96 págs. · Fiction

Sobre A hora da estrela

Pouco antes de morrer, em 1977, Clarice Lispector decide se afastar da inflexão intimista que caracteriza sua escrita para desafiar a realidade. O resultado desse salto na extroversão é A hora da estrela, o livro mais surpreendente que escreveu. Se desde Perto do coração selvagem, seu romance de estreia, Clarice estava de corpo inteiro, todo o tempo, no centro de seus relatos, agora a cena é ocupada por personagens que em nada se parecem com ela. A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da...

As recomendações

5 livros parecidos com A hora da estrela

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  1. Capa de Perto do coração selvagem

    Perto do coração selvagem

    Clarice Lispector

    2025 · 181 págs.

    “Primeiro romance de Clarice, apresenta a mesma prosa introspectiva e fragmentada, acompanhando a jovem Joana em sua busca por identidade e liberdade. A narrativa interior e a exploração da consciência ecoam a profundidade psicológica de A Hora da Estrela.”

    «Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.» Fulgurante, transgressora, intemporal: a obra de Clarice Lispector movimenta-se entre o enigma do mundo e a escrita de si. Há livros que desviam para sempre o curso de uma literatura inteira. Não o fazem sozinhos – ora ecoam as vanguardas da sua época, ora rasgam preceitos vigentes; em casos mais raros, antecipam um certo futuro. É assim com Perto do coração selvagem, romance de estreia de Clarice Lispector. Publicado no ano em que a escritora completou 23 anos, conta a história de Joana: desde a infância marcada pela morte do pai e pela solidão do colégio interno, até à idade adulta, com um casamento longe do sonhado, a maternidade, a paixão por um homem enigmático e, por fim, uma inevitável dispersão do eu, da identidade, do rumo da vida. Joana é uma mulher supremamente livre, não confinável aos limites do seu tempo, indisponível para conter a sua voz, o seu pensamento ou o seu desejo vital, determinada a não dar passos que não sejam os seus rumo ao coração da existência. Enquanto acedemos à intimidade desta criação de Clarice – por entre admiráveis epifanias e monólogos interiores – chegamos mais perto da genialidade da sua criadora. Dialogando, mesmo se inadvertidamente, com Virginia Woolf, Hermann Hesse ou James Joyce, na reflexão sobre as inquietações da modernidade, este romance subsiste como um clarão na literatura em língua portuguesa, valendo a Clarice Lispector toda a admiração dos leitores, da crítica e dos pares. «A leitura deste romance confronta-nos com o que sabemos sobre nós próprios e com o quanto fingimos não saber. [...] Pegue no livro. Pegue no lápis. Encontre as frases, para não se esquecer de que a felicidade nunca é dada por ninguém a não ser por nós mesmos.» Susana Moreira Marques Os elogios da crítica: «Clarice Lispector tinha uma inteligência lapidar, um instinto visionário e um sentido de humor que ia desde o deslumbramento ingénuo até à comédia maliciosa. Um corpo literário impressionante que não tem par na literatura.» Rachel Kushner «Uma escritora verdadeiramente notável.» Jonathan Franzen «Lispector escrevia como se nunca ninguém tivesse escrito antes. Foi um dos génios do século XX, na mesma liga de Flannery O'Brien, Jorge Luis Borges e Fernando Pessoa. Extraordinariamente original e brilhante, sedutora e inquietante.» Colm Tóibín «Uma das escritoras mais misteriosas do século XX.» Orhan Pamuk «Brilhante e inclassificável. Elegante, culta, temperamental, Lispector é uma artista emblemática que pertence ao mesmo panteão de Kafka e Joyce.» Edmund White «Imediatamente aclamado como uma obra-prima, aquando da publicação no Brasil, em 1943, este livro apresenta ao mundo o 'furacão Clarice', apenas com 23 anos, que viria a tornar-se uma das grandes escritoras do século XX.» The Guardian «Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar [...], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.» The New York Times «Uma das maiores escritoras do último século.» The Guardian «As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.» The Times Literary Supplement

  2. Capa de O cortiço

    O cortiço

    Aluísio Azevedo

    2015 · 352 págs.

    “Este clássico do naturalismo retrata a vida em um cortiço carioca, com personagens marginalizados lutando por sobrevivência. A obra oferece um panorama social que ressoa com a pobreza e a exploração presentes no universo de Macabéa, mas com um enfoque mais coletivo e determinista.”

    Rio de Janeiro, século XIX. Se esse cenário lhe traz à mente reis, princesas e bondes, prepare-se para mergulhar em um retrato diferente da sociedade brasileira naquela época, composto de inúmeros personagens que, juntos, representam não apenas as mazelas sociais, mas também mostram até onde a vileza humana é capaz de chegar.

  3. Capa de Vidas Secas

    Vidas Secas

    Graciliano Ramos

    2024 · 121 págs.

    “Romance seco e contundente sobre uma família de retirantes nordestinos fugindo da seca. A narrativa minimalista e a dignidade dos personagens em meio à miséria ecoam a trajetória de Macabéa, abordando a falta de esperança e a luta pela sobrevivência.”

    Vidas secas nos transporta para o sertão nordestino, mostrando a dura jornada humana na luta contra a seca e a pobreza, revelando as esperanças e os desafios enfrentados por Fabiano, Sinha Vitória e sua família. Com uma linguagem única, traz reflexões sobre a resiliência desse povo humilde que se depara com a esperança, enquanto busca um mínimo de dignidade em meio às adversidades cruéis da vida, e enfrentando desafios extremos – não só gerados pela seca avassaladora, mas também pela brutalidade da natureza humana. Esta obra-prima da literatura brasileira transcende o seu tempo e certamente fará com que você se emocione ao conhecer a jornada de personagens comoventes e também marcantes que não sairão mais da sua mente.

  4. Capa de Quarto de Despejo

    Quarto de Despejo

    Carolina Maria de Jesus

    1993 · 202 págs.

    “Diário real de uma mulher negra e catadora de papel na favela do Canindé, em São Paulo. A obra expõe a fome, a violência e o descaso social com uma voz crua e autêntica, paralela à invisibilidade de Macabéa, mas com um testemunho documental visceral.”

    A first-hand account of life in the streets of Sao Paulo from 1955 to 1960, details the plight of an artist, writer and single mother of three children who, while living in a hovel, supported her family by digging through the garbage for paper and scraps to sell.

    O que ler depois de Quarto de Despejo →
  5. Capa de A resistência

    A resistência

    Julián Fuks

    2018 · 130 págs.

    “Neste romance autobiográfico, o narrador investiga a história de seus pais adotivos e a ditadura argentina, enquanto reflete sobre memória, identidade e pertencimento. A narrativa intimista e a melancolia ecoam a atmosfera de A Hora da Estrela, abordando a busca por raízes e a fragilidade do self.”

    Prémio Literário José Saramago 2017 * Prémio Jabuti 2016 (categoria Romance) Uma obra que explora magistralmente os temas da identidade, da família e do sentimento de pertença, pela mão de uma das mais promissoras vozes da literatura brasileira contemporânea. Plano Nacional de Leitura Literatura - 15-18 anos O ano de 1976, na Argentina, ficou marcado pelo início da ditadura militar, de que resultaram, entre muitos outros horrores, centenas de crianças desaparecidas. Na sequência do golpe militar, um jovem casal de psicanalistas decide deixar as trincheiras da Resistência e exilar-se no Brasil, levando consigo uma criança que adoptaram entretanto. Em terras brasileiras, o primogénito adoptado ganha irmãos. À medida que a família cresce, complicam-se as relações e adensa-se o mistério da identidade do primeiro filho. Cabe a Sebastián, o filho mais novo do casal e narrador desta história, tentar compreender e reconstruir o passado da família para poder reescrever o seu futuro. Numa poderosa autoficção, Julián Fuks reconstrói a história íntima de uma família e de um país. Uma narrativa singular e engenhosa, em que emoção e inteligência andam de mãos dadas, em que facto e ficção não são exactamente o que aparentam. «Não sei bem se escolhi meu tema ou se fui escolhido por ele. Muito antes de arriscar a primeira linha já sabia que um dia teria que escrever este livro, já ouvia os sussurros da história, já compreendia que tarefa era a minha.» Julián Fuks Sobre A resistência: «Um objeto narrativo dos mais sólidos, que não procura ser invasivo ou indiscreto, mas acima de tudo intenta resistir ao que nos devasta: o esquecimento, a alienação e a inobservância do outro e de si.» Estadão «O narrador aprendeu com a psicanálise que a resistência pode ser o lugar onde emerge o que não se quer admitir ou enxergar. Daí a necessidade de não ceder diante dela. Ali, justamente, é onde se deve insistir. A literatura muitas vezes é a forma dessa insistência. Mas poderíamos pensar que a literatura também resiste: ela reproduz modelos identitários, reforça posições familiares, cristalizando relatos de si. (...) O irmão é o leitor que se imagina e se teme. O leitor que se enfrenta, corajosamente, como resistência ao silêncio.» O Globo «É com o seu Sebastián-Julián, 'narrador não confiável', no limite entre realidade e ficção, história e memória, que Fuks encontra na literatura a sua morada.» Folha de São Paulo «Essa presença evasiva e escorregadia do irmão, que resiste ao apelo familiar, uma resistência pela imobilidade, como nos dirá Sebástian, o narrador do romance, pode muito bem nos remeter ao irmão alemão de Chico Buarque, que também se torna um pretexto familiar para figurar um drama que transcende esse universo e toca os dedos na ferida ainda aberta de uma das mais violentas décadas da América Latina.» Valor Econômico

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Perguntas frequentes

Sobre esta lista

Quais livros são parecidos com A hora da estrela?
Perto do coração selvagem (Clarice Lispector), O cortiço (Aluísio Azevedo), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Quarto de Despejo (Carolina Maria de Jesus), A resistência (Julián Fuks). São 5 indicações do motor de recomendação do nextread, cada uma com o porquê de ler depois de A hora da estrela.
Por que ler Perto do coração selvagem depois de A hora da estrela?
Primeiro romance de Clarice, apresenta a mesma prosa introspectiva e fragmentada, acompanhando a jovem Joana em sua busca por identidade e liberdade. A narrativa interior e a exploração da consciência ecoam a profundidade psicológica de A Hora da Estrela.
Quais são os outros livros de Clarice Lispector?
Entre os livros de Clarice Lispector estão Laços de família, Água viva, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, A legião estrangeira. A página Livros de Clarice Lispector no nextread reúne as obras com sinopse e onde comprar.

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