Ponciá Vicêncio
Recomendações do nextread
6 livros parecidos com Ponciá Vicêncio, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.
Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, é um marco da literatura brasileira contemporânea, retratando com profundidade a herança da escravidão, a luta por identidade e a memória ancestral. A seleção a seguir reúne obras que, como o romance de Evaristo, exploram as complexidades da experiência negra no Brasil e as marcas do passado no presente.
Nesta lista: 1. Quarto de despejo 2. O sol na cabeça 3. Torto Arado 4. Úrsula 5. Olhos d'água 6. O Avesso da Pele
Ponciá Vicêncio
Fiction. Latino/Latina Studies. Translated from the Portuguese by Paloma Martinez-Cruz. The story of a young Afro-Brazilian woman's journey from the land of her enslaved ancestors to the emptiness of urban life. However, the generations of creativity, violence and family cannot be so easily left behind as Ponci is heir to a mysterious psychic gift from her grandfather. Does this gift have the power to bring Poncia back from the emotional vacuum and absolute solitude that has overtaken her in the...
As recomendações
Como Associado Amazon, o nextread ganha com compras qualificadas.
“Embora seja um diário e não um romance, este livro clássico de Carolina Maria de Jesus compartilha com 'Ponciá Vicêncio' a voz poderosa de uma mulher negra marginalizada, denunciando a pobreza e o racismo com uma escrita crua e visceral. A narrativa de Jesus antecipa temas que Evaristo aprofunda, como a luta diária pela sobrevivência e a dignidade em meio à miséria.”
Diário que Carolina Maria de Jesus escreveu na favela do Canindé, em São Paulo, entre 1955 e 1960, enquanto criava três filhos catando papel para vender. Publicado em 1960 com apoio do jornalista Audálio Dantas, é um dos relatos mais lidos sobre a fome e a exclusão no Brasil.
“Esta coletânea de contos ambientados nas favelas do Rio de Janeiro explora a vida de jovens negros periféricos com uma sensibilidade que dialoga com a obra de Evaristo. As histórias de Martins capturam a violência, o afeto e a resistência cotidiana, oferecendo um retrato contemporâneo que ecoa a luta por reconhecimento presente em 'Ponciá Vicêncio'.”
Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo. Nos treze contos de O sol na cabeça, deparamos com a infância e a adolescência de moradores de favelas – o prazer dos banhos de mar, das brincadeiras de rua, das paqueras e dos baseados –, moduladas pela violência e pela discriminação racial. Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da "Cidade partida", o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em "Rolézim", uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em "A história do Periquito e do Macaco", assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo "P" da sigla não era exatamente uma realidade. Em "Estação Padre Miguel", cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. "Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita." — João Moreira Salles "Fiquei chapado." — Chico Buarque "'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." — Nelson Motta "Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância." — Milton Hatoum "O livro mais importante da literatura recente." — Marcelo Rubens Paiva * Leitura obrigatória do vestibular da UFPR.
O que ler depois de O sol na cabeça →“Este romance vencedor do Prêmio Jabuti é uma leitura obrigatória para quem aprecia 'Ponciá Vicêncio', pois também narra a história de duas irmãs negras no sertão baiano, descendentes de escravizados. A obra de Vieira Junior aborda a herança da terra, o misticismo e a desigualdade social, criando uma narrativa que ressoa com o realismo mágico de Evaristo.”
Um livro comovente que traz a herança dos clássicos. Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra. Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã.Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.
“Considerado o primeiro romance abolicionista escrito por uma mulher negra no Brasil, 'Úrsula' é uma obra precursora que aborda a escravidão de um ponto de vista crítico. A obra de Maria Firmina dos Reis dialoga com 'Ponciá Vicêncio' ao expor as violências do sistema escravocrata e a luta por liberdade, temas que Evaristo retoma com uma perspectiva contemporânea.”
Por conta do ousado Úrsula, lançado em 1859, Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira mulher a ter um romance publicado no Brasil. Sua escrita pioneira, de cunho abolicionista, dá voz aos indivíduos escravizados, em uma época de injustiças, desesperos e incivilidades. Nesta edição, produzida sob supervisão crítica de Roberta Flores Pedroso, a Figura de Linguagem procurou manter-se fiel à apresentação original da obra, não se furtando, entretanto, a dar ao leitor todo o arcabouço necessário para a compreensão de um texto tão relevante para a história daquilo que convencionou-se chamar de literatura nacional.
“Sendo também de autoria de Conceição Evaristo, este livro de contos expande o universo de 'Ponciá Vicêncio', explorando mães e filhos, a memória e a diáspora africana. As narrativas curtas mantêm a mesma voz poética e social, oferecendo uma visão complementar sobre os temas caros à autora, como a ancestralidade e a resistência.”
Em Olhos d'água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.
“Este romance acompanha um jovem negro em busca do pai assassinado, reconstruindo sua história e refletindo sobre as marcas do racismo estrutural. A obra de Tenório conversa com 'Ponciá Vicêncio' ao tratar da morte, da memória e da construção da identidade em uma sociedade desigual, com uma prosa que combina sensibilidade e denúncia.”
Um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, sobre violência e negritude, O avesso da pele é uma obra contundente no panorama da nova ficção literária brasileira. O avesso da pele é a história de Pedro, que, após a morte do pai, assassinado numa desastrosa abordagem policial, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos. O que está em jogo é a vida de um homem abalado pelas inevitáveis fraturas existenciais da sua condição de negro em um país racista, um processo de dor, de acerto de contas, mas também de redenção, superação e liberdade. Com habilidade incomum para conceber e estruturar personagens e de lidar com as complexidades e pequenas tragédias das relações familiares, Jeferson Tenório se consolida como uma das vozes mais potentes e estilisticamente corajosas da literatura brasileira contemporânea.
O que ler depois de O Avesso da Pele →Sua próxima estante
No nextread você guarda o que quer ler, marca o que terminou e recebe recomendações pensadas para os livros que você já leu.
Montar minha estante grátisGrátis. Sem cartão de crédito.
Perguntas frequentes