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O que ler depois de O Alienista

6 livros parecidos com O Alienista, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.

Se você se encantou com a sátira mordaz e a crítica social de 'O Alienista', de Machado de Assis, esta seleção explora obras que, como o clássico, dissecam a loucura, o poder e as hipocrisias da sociedade. De clássicos brasileiros a vozes contemporâneas, cada livro aqui propõe um mergulho irônico em labirintos psicológicos e institucionais, sempre com aquele toque de humor ácido que faz pensar.

Nesta lista: 1. O cortiço 2. Memórias Póstumas de Brás Cubas 3. O Homem Que Sabia Javanês 4. A hora da estrela 5. Ensaio sobre a cegueira 6. Dois irmãos

Outros livros de Machado de Assis

A partir deste livro
Capa de O Alienista

O Alienista

Machado De Assis

2019 · 304 págs. · Fiction / Classics

Sobre O Alienista

Com quantos doidos se faz uma cidadezinha? É o que está prestes a investigar o ilustre Dr. Simão Bacamarte, renomado médico com estudos no exterior, que funda na vila de Itaguaí a Casa Verde, instituto onde pretende estudar e tratar todos os que sofrem de transtornos mentais. Todo tipo de gente é enviado aos cuidados do doutor, que passa também a enxergar em seus vizinhos e conhecidos o perigoso traço da loucura. Obstinado e fatalmente fiel à ciência, o médico não permitirá que nada – nem a p...

As recomendações

6 livros parecidos com O Alienista

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  1. Capa de O cortiço

    O cortiço

    Aluísio Azevedo

    2015 · 352 págs.

    “Assim como o Dr. Simão Bacamarte cria seu hospício, o cortiço de João Romão é um microcosmo determinista onde a ambição e a miséria se entrelaçam. A narrativa naturalista expõe as mazelas sociais com um olhar científico e impiedoso, ecoando a crítica à pretensa objetividade que Machado satiriza.”

    Rio de Janeiro, século XIX. Se esse cenário lhe traz à mente reis, princesas e bondes, prepare-se para mergulhar em um retrato diferente da sociedade brasileira naquela época, composto de inúmeros personagens que, juntos, representam não apenas as mazelas sociais, mas também mostram até onde a vileza humana é capaz de chegar.

  2. Capa de Memórias Póstumas de Brás Cubas

    Memórias Póstumas de Brás Cubas

    Machado de Assis

    2022 · 103 págs.

    “Embora seja do mesmo autor, esta obra-prima é essencial para quem quer aprofundar o ceticismo machadiano. A memória fragmentada e a ironia corrosiva de Brás Cubas oferecem uma visão niilista da sociedade, em diálogo direto com a desilusão do final de 'O Alienista'.”

    Estas memórias, dedicadas "ao verme que primeiro roeu as frias carnes" do próprio narrador, Brás Cubas, compõem um dos mais representativos romances machadianos. Publicado em 1881, o livro Memórias póstumas de Brás Cubas rompe com tradições literárias e traz inovações marcantes em matéria de enredo e construção da narrativa. A forma nada linear como essa autobiografia é contada pelo seu defunto autor, em episódios vividos intercalados com delírios, reflexões e teorias, mistura-se à própria atitude irreverente de um narrador que não mede palavras, expõe as atitudes mesquinhas que teve em vida, sua condição de parasita social e ainda dá uns bons piparotes no leitor.

  3. Capa de O Homem Que Sabia Javanês

    O Homem Que Sabia Javanês

    Lima Barreto

    2020 · 24 págs.

    “Lima Barreto, também crítico feroz das elites, conta a história de um malandro que finge dominar um idioma para ascender socialmente. O conto é uma sátira deliciosa à falsa erudição e à credulidade das instituições, espelhando a farsa da razão que Machado desconstrói.”

    "Procura-se professor de língua javanesa!" Uma chamada que muitos deixariam passar, Castelo enxergou uma oportunidade única. "Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes". No conto "O homem que sabia javanês", do grande autor Lima Barreto, Castelo conta ao seu amigo Castro quando a falta de dinheiro e o desemprego o fizeram fingir ser um professor de uma língua que nunca tinha ouvido falar. Será que deu certo? "Não imaginas as grandes dificuldades com que lutei, para arranjar os quatrocentos réis da viagem! É mais fácil – podes ficar certo – aprender o javanês..."

  4. Capa de A hora da estrela

    A hora da estrela

    Clarice Lispector

    2020 · 96 págs.

    “A narração de Rodrigo S.M., que observa e tenta controlar a vida de Macabéa, ecoa a postura científica de Bacamarte diante de seus 'casos'. A angústia existencial e a crítica social, banhadas em ironia, fazem deste um contraponto moderno à loucura institucionalizada.”

    Pouco antes de morrer, em 1977, Clarice Lispector decide se afastar da inflexão intimista que caracteriza sua escrita para desafiar a realidade. O resultado desse salto na extroversão é A hora da estrela, o livro mais surpreendente que escreveu. Se desde Perto do coração selvagem, seu romance de estreia, Clarice estava de corpo inteiro, todo o tempo, no centro de seus relatos, agora a cena é ocupada por personagens que em nada se parecem com ela. A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera. Clarice cria até um falso autor para seu livro, o narrador Rodrigo S.M., mas nem assim consegue se esconder. O desejo de desaparecimento, que a morte real logo depois consolidaria, se frustra. Entre a realidade e o delírio, buscando social enquanto sua alma a engolfava, Clarice escreveu um livro singular. A hora da estrela é um romance sobre o desamparo a que, apesar do consolo da linguagem, todos estamos entregues. — JOSÉ CASTELLO, Jornalista, escritor e Mestre em Comunicação pela UFRJ "Esfinge, feiticeira, monstro sagrado. O renascimento da fascinante Clarice Lispector tem sido um dos verdadeiros eventos literários do século 21. Ninguém soa como Clarice. Ninguém pensa como ela. Ela não apenas parece dotada de mais sentidos do que os cinco conhecidos, mas também curva a sintaxe e a pontuação de acordo com sua vontade. Ela vira o dicionário de cabeça para baixo, soltando todas as palavras de suas definições, espalhando-as de volta como quer e não é que a língua parece melhor?" — THE NEW YORK TIMES

    O que ler depois de A hora da estrela →
  5. Capa de Ensaio sobre a cegueira

    Ensaio sobre a cegueira

    José Saramago

    1995 · 324 págs.

    “A epidemia de cegueira branca leva a sociedade ao caos, revelando a fragilidade das estruturas que consideramos racionais. Como em 'O Alienista', Saramago usa uma situação-limite para expor a tirania, o egoísmo e a arbitrariedade do poder, com uma prosa irônica e desconcertante.”

    Als een land getroffen wordt door een besmettelijke blindheid, verandert het leven in een elementaire strijd op leven en dood.

  6. Capa de Dois irmãos

    Dois irmãos

    Milton Hatoum

    2006 · 202 págs.

    “Hatoum explora as dinâmicas familiares e as rivalidades que corroem os laços, em Manaus, com uma prosa impiedosa. A loucura que se instala na família é um reflexo das tensões sociais, ecoando a tese de Bacamarte de que a desordem está em toda parte, apenas esperando para ser diagnosticada.”

    Onze anos depois da publicação de Relato de um certo Oriente, Milton Hatoum retoma os temas do drama familiar e da casa que se desfaz. Dois irmãos é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. Leitura obrigatória do vestibular da Fuvest. O enredo desta vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos - Yaqub e Omar - e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino - o filho da empregada - narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance

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Perguntas frequentes

Sobre esta lista

Quais livros são parecidos com O Alienista?
O cortiço (Aluísio Azevedo), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Homem Que Sabia Javanês (Lima Barreto), A hora da estrela (Clarice Lispector), Ensaio sobre a cegueira (José Saramago), Dois irmãos (Milton Hatoum). São 6 indicações do motor de recomendação do nextread, cada uma com o porquê de ler depois de O Alienista.
Por que ler O cortiço depois de O Alienista?
Assim como o Dr. Simão Bacamarte cria seu hospício, o cortiço de João Romão é um microcosmo determinista onde a ambição e a miséria se entrelaçam. A narrativa naturalista expõe as mazelas sociais com um olhar científico e impiedoso, ecoando a crítica à pretensa objetividade que Machado satiriza.
Quais são os outros livros de Machado de Assis?
Entre os livros de Machado de Assis estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba, Esaú e Jacó. A página Livros de Machado de Assis no nextread reúne as obras com sinopse e onde comprar.

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