Um defeito de cor
Recomendações do nextread
6 livros parecidos com Um defeito de cor, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.
Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é um romance histórico monumental que reconstitui a trajetória de Kehinde, uma mulher negra sequestrada na África e escravizada no Brasil, em uma narrativa que entrelaça memória, resistência e identidade. As obras selecionadas a seguir partilham dessa força: seja pelo mergulho profundo em contextos históricos, pela voz de personagens à margem da história oficial, ou pela busca de liberdade em meio à opressão.
Nesta lista: 1. A Gloriosa Família 2. Mulheres de cinzas 3. Úrsula 4. O cortiço 5. Torto Arado 6. Dois irmãos
Um defeito de cor
"Um defeito de cor narra a história de Kehinde, negrinha de 8 anos capturada no Daomé (Benin), trazida pro Brasil, rodando por Bahia, Maranhão, Santos, São Paulo, e por aí vai, nesse mundo perdido que era este país. A saga de Kehinde atravessa oito décadas, mais ou menos o mesmo tempo que o negro Damião vive no romance de Josué Montelo, ouvindo Os tambores de São Luis, romance já merecidamente clássico. Rebeliões, violências inauditas -- como arrancar olhos de escravas e castrar escravos por ous...
As recomendações
Como Associado Amazon, o nextread ganha com compras qualificadas.
“Romance histórico angolano que, como o livro de Ana Maria Gonçalves, aborda a escravidão e a luta pela liberdade, mas sob o ponto de vista dos africanos que enfrentaram o colonialismo português. A narrativa épica de Pepetela dialoga com a saga de Kehinde, mostrando outras faces da resistência negra.”
equot;Caminharam até à lagoa do Kinaxixi. Decisão de Nicolau. Para quê tão longe? Estava a atrasar o momento da execução? Thor não oferecia resistência à marcha, também não podia fazer nada, tão amarrado estava. Ia aos saltinhos, amparado pelos dois. Ambrósio sempre atrás. Chegaram à beira da lagoa. Nicolau não puxou pelo facão. Fez um gesto com a cabeça para Dimuka e se virou para trás. O carrasco oficial da família Van Dum fez ajoelhar Thor junto à lagoa. Pegou na catana que levava à cintura e desferiu o primeiro golpe.equot;
“Primeiro volume de uma trilogia que reconstrói a guerra de Gaza no século XIX, com uma protagonista muçulmana que desafia convenções e luta por autonomia. Como Kehinde, sua jornada é marcada por perda e resiliência, e a prosa poética de Mia Couto ecoa a força narrativa de Gonçalves.”
Em seu novo livro, Mia Couto encena uma história bela e vívida no fim do século XIX, durante a guerra em Moçambique, alternando as vozes de uma jovem africana e de um sargento português. Primeiro livro da trilogia As areias do Imperador, Mulheres de cinzas é um romance histórico sobre a época em que o sul de Moçambique era governado por Ngungunyane, o último grande líder do Estado de Gaza. Em fins do século XIX, o sargento português Germano de Melo foi enviado ao vilarejo de Nkokolani para participar da batalha contra o imperador que ameaçava o domínio colonial. Lá, ele encontra Imani, uma garota local de quinze anos que lhe servirá de intérprete. Enquanto um dos irmãos da menina lutava pela coroa de Portugal, o outro se uniu aos guerreiros tribais. Aos poucos, Germano e Imani se envolvem, apesar de todas as diferenças entre seus mundos. Porém, num país assombrado pela guerra dos homens, a única saída para uma mulher é passar desapercebida, como se fosse feita de sombras ou de cinzas.
“Considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil, escrito por uma mulher negra no século XIX. A história de Úrsula e do escravo Túlio traz à tona a cruel realidade do cativeiro, dialogando diretamente com a denúncia social presente em 'Um Defeito de Cor'.”
Por conta do ousado Úrsula, lançado em 1859, Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira mulher a ter um romance publicado no Brasil. Sua escrita pioneira, de cunho abolicionista, dá voz aos indivíduos escravizados, em uma época de injustiças, desesperos e incivilidades. Nesta edição, produzida sob supervisão crítica de Roberta Flores Pedroso, a Figura de Linguagem procurou manter-se fiel à apresentação original da obra, não se furtando, entretanto, a dar ao leitor todo o arcabouço necessário para a compreensão de um texto tão relevante para a história daquilo que convencionou-se chamar de literatura nacional.
“Naturalismo brasileiro que retrata um cortiço no Rio de Janeiro, com personagens negras e mestiças em busca de ascensão e liberdade. A obra expõe as mazelas sociais e o racismo estrutural, oferecendo um panorama que enriquece a leitura de Gonçalves.”
Rio de Janeiro, século XIX. Se esse cenário lhe traz à mente reis, princesas e bondes, prepare-se para mergulhar em um retrato diferente da sociedade brasileira naquela época, composto de inúmeros personagens que, juntos, representam não apenas as mazelas sociais, mas também mostram até onde a vileza humana é capaz de chegar.
“Romance que narra a vida de duas irmãs descendentes de escravizados em uma fazenda no sertão baiano, com forte crítica social e ancestralidade. A construção de personagens femininas fortes e a resistência silenciosa ecoam a saga de Kehinde.”
Um livro comovente que traz a herança dos clássicos. Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra. Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã.Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.
“No contexto amazônico, Hatoum investiga memória, família e conflitos, com uma prosa densa e personagens inesquecíveis. Assim como 'Um Defeito de Cor', a obra desconstrói lares e identidades, mostrando o impacto da história nas relações pessoais.”
Onze anos depois da publicação de Relato de um certo Oriente, Milton Hatoum retoma os temas do drama familiar e da casa que se desfaz. Dois irmãos é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. Leitura obrigatória do vestibular da Fuvest. O enredo desta vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos - Yaqub e Omar - e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino - o filho da empregada - narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance
Sua próxima estante
No nextread você guarda o que quer ler, marca o que terminou e recebe recomendações pensadas para os livros que você já leu.
Montar minha estante grátisGrátis. Sem cartão de crédito.
Perguntas frequentes