Solitária
Recomendações do nextread
6 livros parecidos com Solitária, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.
Solitária, de Eliana Alves Cruz, é um romance potente que expõe as feridas do racismo estrutural e a luta por identidade e liberdade no Brasil contemporâneo. As recomendações a seguir exploram temas como ancestralidade, resistência, violência racial e a complexa herança da escravidão, conectando histórias que ecoam a força dessa narrativa.
Nesta lista: 1. Torto Arado 2. O Avesso da Pele 3. Olhos d'água 4. Um defeito de cor 5. Quarto de despejo 6. As mulheres de Tijucopapo
Solitária
"Mãe, a senhora precisa se libertar destas pessoas. A senhora não deve nada pra elas. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada." Solitária conta a história de duas mulheres negras, Mabel e Eunice, mãe e filha, que moram no trabalho, um condomínio de luxo desses encontrados em qualquer grande cidade brasileira. Eunice, a mãe, é testemunha-chave de um crime chocante ocorrido na casa dos patrões. Mabel, a filha, constrói o caminho que leva não apenas à elucidação deste...
As recomendações
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“Assim como Solitária, Torto Arado retrata a vida de mulheres negras no sertão baiano, unindo realismo brutal e misticismo. A luta por terra, dignidade e a ancestralidade africana permeiam uma narrativa que denuncia a exploração e a violência sofridas pelas comunidades quilombolas.”
Um livro comovente que traz a herança dos clássicos. Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra. Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã.Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.
“Aborda o racismo e a violência policial a partir da relação entre um pai e um filho, com uma prosa intensa e fragmentada. A busca por identidade e a memória de uma vida marcada pela discriminação conectam-se diretamente com as inquietações presentes em Solitária.”
Um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, sobre violência e negritude, O avesso da pele é uma obra contundente no panorama da nova ficção literária brasileira. O avesso da pele é a história de Pedro, que, após a morte do pai, assassinado numa desastrosa abordagem policial, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos. O que está em jogo é a vida de um homem abalado pelas inevitáveis fraturas existenciais da sua condição de negro em um país racista, um processo de dor, de acerto de contas, mas também de redenção, superação e liberdade. Com habilidade incomum para conceber e estruturar personagens e de lidar com as complexidades e pequenas tragédias das relações familiares, Jeferson Tenório se consolida como uma das vozes mais potentes e estilisticamente corajosas da literatura brasileira contemporânea.
O que ler depois de O Avesso da Pele →“Nesta coletânea de contos, a autora evoca a ancestralidade e a dor de personagens negras, criando narrativas que sangram e curam ao mesmo tempo. A importância da memória e das raízes africanas, presente em Solitária, ressoa em cada história curta e potente.”
Em Olhos d'água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.
“Um romance histórico monumental que narra a saga de uma mulher negra escravizada em busca de seu filho, atravessando o Atlântico entre Brasil e África. A luta por liberdade e a reconstrução de uma identidade fragmentada dialogam com os temas centrais de Solitária.”
Livro que inspirou o samba enredo da Portela, no carnaval de 2024. Nova edição do clássico contemporâneo agora acompanhado de sobrecapa, Um defeito de cor marca o encontro de duas das mais aclamadas mulheres negras do mundo das artes: a escritora Ana Maria Gonçalves e a artista visual Rosana Paulino. Vencedor do prestigioso Prêmio Casa de las Américas e incluído na lista da Folha de S.Paulo como o sétimo entre 200 livros mais importantes para entender o Brasil em seus 200 anos de independência, Um defeito de cor conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia. No livro, Kehinde narra em detalhes a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um de seus filhos e de sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, na volta para a África, tornou-se uma empresária bem-sucedida, apesar de todos os percalços e aventuras pelos quais passou. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados muçulmanos a favor da Abolição. Esta edição especial, em novo projeto gráfico, inclui obras de Rosana Paulino – artista visual que participou da Bienal de Veneza e tem obras expostas nos principais museus do mundo, como o Metropolitan, de Nova York, e a Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa – e o conto afrofuturista inédito "Ancestars", a primeira narrativa de Ana Maria Gonçalves publicada desde o lançamento de Um defeito de cor. O texto de orelha é assinado pela premiada escritora Cidinha da Silva. Pautado em intensa pesquisa documental, Um defeito de cor é um retrato original e pungente da exploração e da luta de africanos na diáspora e de seus descendentes, durante oito décadas da formação da sociedade brasileira. O livro inspirou, em 2022, uma exposição homônima no Museu de Arte do Rio (MAR), com curadoria de Amanda Bonan, Marcelo Campos e da própria Ana Maria Gonçalves. " Um defeito de cor, da Ana Maria Gonçalves, é um [livro] que precisa ser colocado nas escolas. Ele me transformou." - Fábio Porchat "Escrito pela mineira Ana Maria Gonçalves, a obra, de leitura voraz, prende a atenção do leitor da primeira à última página." - Glamurama "Nesse livro, Ana Maria Gonçalves produz um corte plurissignificativo nos protocolos de representação do negro e da negrura na sociedade e na literatura brasileiras.." - Leda Maria Martins, pesquisadora, ensaísta e professora aposentada da UFMG "Romance histórico da diáspora negra do Brasil. Apresenta-se como contraponto ao apagamento da história do povo negro. Primeiro épico antiescravagista da literatura brasileira." - Luiz Fernando Carvalho, diretor de cinema e TV "Com uma perspectiva feminina e moderna sobre um fenômeno que determina a vida brasileira até os dias de hoje, é um livro essencial para a compreensão do país." - Noemi Jaffe, escritora, professora e crítica literária
“O diário de uma catadora de papel em São Paulo é um testemunho cru da miséria e do racismo que assolam a periferia. A escrita urgente e sem filtros de Carolina expõe a violência cotidiana de forma tão visceral quanto a de Solitária, revelando a potência da voz subalterna.”
Diário que Carolina Maria de Jesus escreveu na favela do Canindé, em São Paulo, entre 1955 e 1960, enquanto criava três filhos catando papel para vender. Publicado em 1960 com apoio do jornalista Audálio Dantas, é um dos relatos mais lidos sobre a fome e a exclusão no Brasil.
“Numa narrativa alucinada e poética, a protagonista busca suas origens numa comunidade matriarcal, confrontando a violência racial e social do Brasil. A jornada em busca de ancestralidade e a recusa em se silenciar ecoam a força de Eunice, protagonista de Solitária.”
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