Pssica
Recomendações do nextread
6 livros parecidos com Pssica, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.
Pssica, de Edyr Augusto, é um thriller amazônico visceral que mistura violência, mistério e crítica social em Belém. Se você gostou dessa imersão crua na Amazônia urbana, esta lista traz livros que exploram tensões semelhantes, do realismo brutal ao suspense e à literatura de denúncia.
Nesta lista: 1. Cinzas do norte 2. O sol na cabeça 3. Capão Pecado 4. Nove noites 5. Estive em Lisboa e lembrei de você 6. A máquina de madeira
Pssica
No delta do Amazonas, três destinos correm à deriva pelos mesmos rios. Janalice, quatorze anos, é raptada em Belém e vendida ao tráfico sexual da fronteira. Amadeu perde a família num assalto de piratas fluviais e atravessa o Marajó atrás dos culpados. Preá, ladrão pequeno de uma Belém sem saída, tenta apenas continuar vivo. Em frases curtas e sem qualquer consolo, Edyr Augusto escreve o noir amazônico: pssica, no Pará, é a maldição que se joga em alguém e não sai mais.
As recomendações
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“Assim como Pssica, a obra de Hatoum retrata a Amazônia com profundidade psicológica e tensão social. A amizade e a decadência em Manaus ecoam a atmosfera opressiva e as relações conflituosas do livro de Edyr Augusto.”
De erfgenaam van een plantage in het Amazone-gebied kiest liever voor een zwervend artiestenbestaan.
“Com contos que retratam a vida em favelas do Rio, este livro flerta com o thriller e a tensão constante, similar ao clima de Pssica. A linguagem crua e a perspectiva periférica aproximam as narrativas.”
Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo. Nos treze contos de O sol na cabeça, deparamos com a infância e a adolescência de moradores de favelas – o prazer dos banhos de mar, das brincadeiras de rua, das paqueras e dos baseados –, moduladas pela violência e pela discriminação racial. Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da "Cidade partida", o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em "Rolézim", uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em "A história do Periquito e do Macaco", assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo "P" da sigla não era exatamente uma realidade. Em "Estação Padre Miguel", cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. "Geovani pula da oralidade mais rasgada para o português canônico como quem respira. Uma nova língua brasileira chega à literatura com força inédita." — João Moreira Salles "Fiquei chapado." — Chico Buarque "'O sol' vai muito além da 'literatura de favela', seja lá o que isso for, é simplesmente ótima literatura moderna, e ponto. [...] Pequeno grande livro, emoção do início ao fim, bagulho doido." — Nelson Motta "Se Lima Barreto estivesse vivo, sem dúvida leria com emoção as narrativas deste livro tão necessário em tempos de intolerância, ódio e ignorância." — Milton Hatoum "O livro mais importante da literatura recente." — Marcelo Rubens Paiva * Leitura obrigatória do vestibular da UFPR.
O que ler depois de O sol na cabeça →“Literatura marginal que aborda violência, crime e desigualdade na periferia de São Paulo. A narrativa fragmentada e o ambiente hostil dialogam diretamente com o retrato da Belém violenta em 'Pssica'.”
Publicado pela primeira vez em 2000, Capão Pecado marcou época e se tornou uma das obras mais comentadas da literatura marginal. Em Capão Pecado, as vidas valem muito pouco, quase nada. Tudo está sempre por um fio. Como escreve Ferréz, "o futuro fica mais pra frente, bem mais pra frente". Tão pra frente que muitas vezes já é tarde demais. Rael é um adolescente que quer sair do meio atroz de violência onde cresceu. Filho dedicado, se esforça para ter um bom emprego. Mas seu destino está prestes a mudar quando ele se apaixona por Paula, a namorada de um amigo. Este livro, que já conquistou legiões de leitores no Brasil e no mundo com sua história brutal e implacável, chega à sexta edição, revisada, com posfácio de Marcelino Freire. Ao narrar as entranhas sombrias de uma sociedade absolutamente desigual, onde o machismo e a crueldade ditam as regras, este romance revela sua força avassaladora e seu poder de provocar novas reflexões.
“Uma investigação sobre um suicídio misterioso no interior do Brasil, combinando jornalismo e ficção com uma narrativa fragmentada. O suspense e a busca por respostas ecoam a trama de Pssica.”
"Ninguém nunca me perguntou. E por isso tam6ém nunca precisei responder. Nâo posso dizer que nunca tivesse ouvido falar nele, mas a verdade é que nâo fazia a menor idéia de quem ele era até ler o nome de Buell Quain pela primeira vez num artigo de jornal, na manhâ de 12 de maio de 2001, um sà6ado, quase sessenta e dois anos depois da sua morte às vésperas da Segunda Guerra. O artigo saiu meses antes de outra guerra ser deflagrada. Hoje as guerras parecem mais pontuais, quando no fundo sâo permanentes. Li vàrias vezes o mesmo parégrafo e repeti o nome em voz alta para me certificar de que nâo estava sonhando, até entender - ou confirmar, jà nâo sei - que o tinha ouvido antes. O artigo tratava das cartas de outro antropôlogo, que tam6ém havia morrido entre os indios do Brasil, em circunstâncias ainda hoje de6atidas pela academia, e citava de passagem, em uma tinica frase, por analogia, o caso de `Buell Quain, que se suicidou entre os indios krahô, em agosto de 1939'."
“O protagonista parte para Portugal em busca de uma vida melhor, mas a narrativa expõe a vida marginal e a luta pela sobrevivência, similar ao retrato dos personagens à deriva em 'Pssica'. A prosa seca e direta é um ponto de contato.”
Neste terceiro volume da coleção Amores Expressos, Luiz Ruffato revela sua mão segura e inventiva ao narrar a história de Serginho, mineiro desiludido com o casamento e a falta de emprego que decide se aventurar em Portugal, em busca de redenção financeira e, quiçá, amorosa. Luiz Ruffato, que há alguns anos ocupa lugar de destaque na moderna narrativa brasileira, opera em Estive em Lisboa e lembrei de você um pequeno milagre narrativo, criando uma história ao mesmo tempo densa e veloz a partir das marcas linguísticas presentes na fala de seu personagem-narrador. Na primeira parte da história, transcorrida no Brasil, vemos Serginho chafurdando nas pequenezas da vida interiorana mineira, entre as quais se inclui um malfadado casamento com uma moça de " ideia fraca" na sequência de uma gravidez indesejada. A partir daí a vida de Serginho desanda sem apelação: casamento, emprego e a própria vontade de viver entram em perigoso colapso. Até que alguém saca a panaceia redentora: Portugal. Lá, corre a lenda, é possível um trabalhador denodado recompor a vida e fazer um belo pé de meia antes de retornar à terra natal. É hora, pois, de Serginho dar as costas à sua Cataguases, cortada pelo rio Pomba, em cujas águas o autor parece ter se inspirado para construir uma prosa de fluxo forte intercalado por rápidos e iluminadores flashbacks. Em Portugal, o passar dos anos será demarcado com extrema habilidade e sutileza pelo afloramento de uma plêiade de idiomatismos lusos na prosa interiorana de Serginho, revelando a mão segura e inventiva de um dos mais bem-sucedidos autores brasileiros contemporâneos.
“O romance apresenta uma trama com elementos de suspense e crítica à ditadura militar. A atmosfera tensa e os segredos do passado ressoam com a busca por justiça em 'Pssica'.”
Numa recriação minuciosa do Rio de Janeiro durante o império, A máquina de madeira narra a história do padre brasileiro que teria inventado a máquina de escrever. Uma enorme máquina taquigráfica chega ao Rio, vinda numa embarcação do Recife. Quem acompanha o desembarque é seu criador, o padre Francisco João de Azevedo. A máquina é uma das revoluções do século XIX. Com ela, sermões e discursos poderão ser transcritos com agilidade até então desconhecida, como que num registro do próprio progresso brasileiro. É um momento de ebulição nas ciências nacionais. Dezenas de inventores se agrupam no prédio da Exposição Universal, que receberá visita do imperador d. Pedro e de investidores do mundo todo. Nas ruas, a expectativa de um salto industrial e econômico para o Brasil. Neste romance histórico, o escritor Miguel Sanches Neto usa a trajetória do padre Azevedo, precursor da máquina de escrever e quase desconhecido entre nós, para narrar a formação da identidade de um país. Com humor e um olhar por vezes ferino, mostra um Rio de Janeiro que tenta caminhar do exótico para o moderno, um lugar onde os ventos europeus contracenam com resquícios do Brasil colônia. A figura do padre professor, impelido à desastrada aventura no Rio por suas habilidades manuais e ânsia pelo progresso, serve de baliza para uma trama maior, de exploradores e explorados, de articulações políticas e econômicas, que vai da intriga nos corredores do Paço à residência de uma certa amante do imperador, passando pelos melhores bordéis da cidade. Em meio a essa quase tragicomédia brasileira, surge um personagem denso e complexo. Entre a fé e a ciência, entre o amor e o dever, Azevedo representa uma nova mentalidade. No descompasso de suas ideias progressistas e as já velhas tradições nacionais, surge uma reflexão atual sobre um país sempre em movimento. No Rio de Janeiro do século XIX, recriado minuciosamente por Miguel Sanches Neto, é o Brasil de hoje que se desvela.
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