nextread

Recomendações do nextread

O que ler depois de O Quinze

6 livros parecidos com O Quinze, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.

O Quinze, de Rachel de Queiroz, é um marco do romance regionalista brasileiro, retratando a seca de 1915 no Ceará com uma prosa seca e contundente. Se você se interessou pela força das narrativas que unem questões sociais, resistência humana e o sertão nordestino, esta lista traz obras que dialogam com esses temas, seja pela ambientação, pela denúncia ou pela maestria literária.

Nesta lista: 1. Vidas Secas 2. Os Sertões 3. Morte e vida severina (Edição especial) 4. A bagaceira 5. Fogo Morto 6. O cortiço

A partir deste livro

Sobre O Quinze

Rachel de Queiroz está de volta à sua velha casa. A José Olympio comprou os direitos de publicação de suas obras, que serão relançadas com novo projeto gráfico. O Quinze foi o primeiro e mais popular romance da escritora. A história se dá em dois planos: um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família; o outro, a relação afetiva entre Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora.

As recomendações

6 livros parecidos com O Quinze

Como Associado Amazon, o nextread ganha com compras qualificadas.

  1. Capa de Vidas Secas

    Vidas Secas

    Graciliano Ramos

    2024 · 121 págs.

    “Assim como O Quinze, retrata a luta de uma família de retirantes contra a seca e a miséria, com uma prosa enxuta e poderosa. A obra-prima de Graciliano Ramos é um retrato seco e contundente da condição humana no sertão.”

    Vidas secas nos transporta para o sertão nordestino, mostrando a dura jornada humana na luta contra a seca e a pobreza, revelando as esperanças e os desafios enfrentados por Fabiano, Sinha Vitória e sua família. Com uma linguagem única, traz reflexões sobre a resiliência desse povo humilde que se depara com a esperança, enquanto busca um mínimo de dignidade em meio às adversidades cruéis da vida, e enfrentando desafios extremos – não só gerados pela seca avassaladora, mas também pela brutalidade da natureza humana. Esta obra-prima da literatura brasileira transcende o seu tempo e certamente fará com que você se emocione ao conhecer a jornada de personagens comoventes e também marcantes que não sairão mais da sua mente.

  2. Capa de Os Sertões

    Os Sertões

    Euclides da Cunha

    110 págs.

    “Um clássico que mistura relato histórico, geográfico e sociológico sobre a Guerra de Canudos, no interior da Bahia. A obra de Euclides da Cunha é fundamental para compreender o sertão e suas contradições, assim como o cenário de O Quinze.”

    Os Sertões, de Euclides da Cunha, é uma das obras fundamentais da literatura brasileira e um retrato profundo, denso e multifacetado do Brasil do fim do século XIX. Publicado em 1902, o livro nasce da experiência direta do autor como correspondente jornalístico na Guerra de Canudos e ultrapassa o relato histórico para se tornar uma análise social, científica, política e humana do país. Trata-se de uma obra que investiga as raízes do Brasil profundo, distante do litoral urbano e das elites intelectuais da época. A estrutura do livro é clássica e ambiciosa, dividida em três grandes partes: A Terra, O Homem e A Luta. Na primeira, Euclides descreve o sertão nordestino com olhar quase geológico, analisando o clima, o relevo, a vegetação e a aridez extrema. O ambiente não é apenas cenário, mas força ativa que molda comportamentos, crenças e modos de vida. O sertão surge como um espaço hostil, duro e implacável, mas também grandioso e determinante. Em O Homem, o autor volta seu foco para o sertanejo, apresentado como produto direto daquela terra árida. Influenciado pelas teorias científicas de sua época, Euclides mistura antropologia, sociologia e determinismo ambiental para explicar a formação física, cultural e psicológica da população do sertão. O sertanejo é descrito como resistente, adaptável e profundamente ligado ao território, alguém forjado pela escassez e pela luta constante pela sobrevivência. A figura de Antônio Conselheiro ocupa lugar central nessa análise. Líder religioso carismático, ele reúne milhares de seguidores em Canudos, formando uma comunidade alternativa baseada em fé, disciplina e rejeição às instituições republicanas. Para muitos, Conselheiro é visto como fanático; para outros, como símbolo de resistência e esperança em um Brasil esquecido pelo poder central. Euclides constrói essa figura com complexidade, revelando tanto os mitos quanto as contradições em torno de sua liderança. Na parte final, A Luta, o livro se transforma em um relato épico e trágico da Guerra de Canudos. O conflito entre o Exército da recém-instaurada República e os habitantes do arraial é narrado em detalhes dramáticos, expondo erros estratégicos, preconceitos, brutalidade e incompreensão mútua. Cada expedição militar fracassada reforça a distância entre o Brasil oficial e o Brasil real. O massacre de Canudos é apresentado não apenas como um episódio militar, mas como uma ferida moral e histórica. Euclides denuncia a violência extrema cometida em nome da ordem e do progresso, revelando a destruição total de uma comunidade inteira. A narrativa questiona a legitimidade da República quando confrontada com sua incapacidade de compreender e integrar os excluídos. Ao longo da obra, o autor também faz uma autocrítica implícita. Inicialmente alinhado à visão oficial que via Canudos como ameaça monarquista, Euclides transforma sua perspectiva à medida que observa os fatos de perto. Essa mudança confere ao livro uma força ética singular, pois o texto registra não apenas um conflito, mas a evolução do olhar de quem o testemunha. Os Sertões é, ao mesmo tempo, ensaio científico, reportagem, crônica histórica e obra literária de grande potência estética. A linguagem é intensa, imagética e, por vezes, grandiloquente, refletindo a tentativa de dar conta da dimensão épica e trágica dos acontecimentos. O estilo combina rigor analítico com forte carga emocional e simbólica. Mais do que um livro sobre Canudos, Os Sertões é uma reflexão sobre o Brasil, suas desigualdades estruturais e seus conflitos internos. A obra revela o abismo entre o país urbano e o país rural, entre o discurso civilizatório e a realidade da exclusão social. É um livro que desafia o leitor a confrontar as origens de muitos dos dilemas nacionais ainda presentes. Clássico incontornável, Os Sertões permanece atual por sua coragem intelectual e por sua capacidade de iluminar o Brasil profundo. Ler Euclides da Cunha é entrar em contato com uma obra que não oferece respostas fáceis, mas provoca reflexão, desconforto e consciência histórica. É um livro essencial para quem deseja compreender o país em sua complexidade, contradições e tragédias fundadoras.

  3. Capa de Morte e vida severina (Edição especial)

    Morte e vida severina (Edição especial)

    João Cabral de Melo Neto

    2016 · 95 págs.

    “Poema dramático que narra a trajetória de um retirante em busca de melhores condições de vida, atravessando o sertão em direção ao litoral. A obra mantém a mesma temática da seca e da migração, mas com a originalidade poética de João Cabral.”

    Publicado pela primeira vez há sessenta anos, o poema mais conhecido de João Cabral mudou os rumos da poesia no Brasil. Um dos poemas mais populares de João Cabral de Melo Neto, "Morte e vida severina" dá voz aos retirantes nordestinos e ao rio Capibaripe, em cenas fortes e contundentes. Clara crítica social, o autor descreve a viagem de um sertanejo chamado Severino, que sai de sua terra natal em busca de melhores condições de vida. Durante a jornada, Severino se encontra tantas vezes com a Morte que, desiludido e impotente, percebe que a luta é inútil — como ele, tantos outros severinos padecem com a miséria e o abandono. Apenas o nascimento de um bebê, uma criança-severina, renova as esperanças e o espírito cansado daquele que já não tinha motivos para continuar a viver. Com apresentação de Antonio Carlos Secchin, depoimento de Chico Buarque e texto de Alceu Amoroso Lima. * Leitura obrigatória do vestibular da UNICENTRO.

  4. Capa de A bagaceira

    A bagaceira

    José Américo de Almeida

    2017 · 329 págs.

    “Considerado um dos marcos do regionalismo de 30, retrata a seca e o êxodo rural na Paraíba. A obra tem um caráter documental e uma denúncia social forte, aproximando-se do tom de O Quinze.”

    Considerado o marco inicial da segunda fase do Modernismo brasileiro, A bagaceira inaugura o ciclo do "romance nordestino" dos anos 1930. A história se passa entre 1898 e 1915, os dois períodos de seca. O enredo central gira em torno do triângulo amoroso entre Soledade, Lúcio e Dagoberto. Soledade, menina sertaneja, retirante da seca, chega ao engenho de Dagoberto, pai de Lúcio, acompanhada de vários retirantes: Valentim, seu pai, Pirunga, seu irmão de criação, e outros que fugiam da seca. Lúcio e Soledade acabam se apaixonando. Mas a relação entre os dois ganha ares dramáticos quando Dagoberto violenta Soledade e faz dela sua amante. A tragédia de amor serve ao autor, político paraibano, puramente como pretexto para denunciar os problemas sociais econômicos do Nordeste, os dramas dos retirantes das secas e da exploração do homem em um injusto sistema social. Explorando os mesmos temas, o baiano Jorge Amado, a cearense Rachel de Queiroz, o alagoano Graciliano Ramos e o também paraibano José Lins do Rego desenvolveram a mesma literatura ficcional crítica e revolucionária.

  5. Capa de Fogo Morto

    Fogo Morto

    José Lins do Rego

    2021 · 334 págs.

    “Passado no engenho nordestino, mostra a decadência do sistema açucareiro e a exploração dos trabalhadores. José Lins do Rego oferece uma visão social profunda e humana, ecoando a crítica de Rachel de Queiroz.”

    Lançado em 1943, Fogo morto é considerado por muitos críticos a obra-prima de José Lins do Rego. O livro encerra o que se convencionou denominar, dentro da obra do escritor paraibano, o "ciclo da cana-de-açúcar", série iniciada pelo romance Menino de engenho, de 1932. A obra é dividida em 3 partes, cada uma delas dedicada a um personagem específico. Na primeira parte do livro, conhece-se as agruras de José Amaro, mestre seleiro que habita as terras pertencentes ao seu Lula, protagonista da parte seguinte da obra e homem que se revela autoritário no comando do Engenho Santa Fé. O terceiro e último segmento de Fogo morto centra-se na trajetória de Vitorino Carneiro da Cunha, que vive em situação econômica complicada, perambulando a cavalo sempre pronto a lutar com suas forças contra injustiças à sua volta. A edição de Fogo morto ora publicada pela Global traz dois textos – um de Mário de Andrade e outro de Gilberto Freyre – publicados pouco tempo depois do lançamento da obra-prima de José Lins do Rego. As análises destacam a posição de destaque que o livro adquiria na história da literatura brasileira.

  6. Capa de O cortiço

    O cortiço

    Aluísio Azevedo

    2015 · 352 págs.

    “Embora ambientado no Rio de Janeiro, é um retrato naturalista das camadas populares e da luta pela sobrevivência, com fortes semelhanças na abordagem da miséria e da exploração. A prosa de Azevedo tem crueza e vigor, como em O Quinze.”

    Rio de Janeiro, século XIX. Se esse cenário lhe traz à mente reis, princesas e bondes, prepare-se para mergulhar em um retrato diferente da sociedade brasileira naquela época, composto de inúmeros personagens que, juntos, representam não apenas as mazelas sociais, mas também mostram até onde a vileza humana é capaz de chegar.

Sua próxima estante

Leve estes livros para a sua estante

No nextread você guarda o que quer ler, marca o que terminou e recebe recomendações pensadas para os livros que você já leu.

Montar minha estante grátis

Grátis. Sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Sobre esta lista

Quais livros são parecidos com O Quinze?
Vidas Secas (Graciliano Ramos), Os Sertões (Euclides da Cunha), Morte e vida severina (Edição especial) (João Cabral de Melo Neto), A bagaceira (José Américo de Almeida), Fogo Morto (José Lins do Rego), O cortiço (Aluísio Azevedo). São 6 indicações do motor de recomendação do nextread, cada uma com o porquê de ler depois de O Quinze.
Por que ler Vidas Secas depois de O Quinze?
Assim como O Quinze, retrata a luta de uma família de retirantes contra a seca e a miséria, com uma prosa enxuta e poderosa. A obra-prima de Graciliano Ramos é um retrato seco e contundente da condição humana no sertão.
Como escolher o próximo livro depois de O Quinze?
Guarde os que despertaram interesse na sua estante do nextread, marque o que já leu e receba recomendações pensadas para os livros que você leu, com o porquê de cada uma.

Continue explorando

Comprar na Amazon