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O que ler depois de O Estrangeiro

6 livros parecidos com O Estrangeiro, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.

O Estrangeiro, de Albert Camus, narra a história de Meursault, um homem indiferente ao mundo e às convenções sociais, que comete um assassinato sob o sol argelino. A partir dessa obra emblemática do absurdo, selecionamos livros que exploram o desamparo humano, a alienação, a busca de sentido e as consequências morais de atos aparentemente gratuitos. As recomendações incluem clássicos e contemporâneos que dialogam com o vazio existencial e a condição humana.

Nesta lista: 1. A náusea 2. O mito de Sísifo 3. Crime e castigo 4. O processo 5. A metamorfose 6. Bartleby, o escrivão

A partir deste livro

Sobre O Estrangeiro

"O Estrangeiro revelou e consagrou definitivamente Camus como um verdadeiro "clássico" da literatura contemporânea. Romance estranho, desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, nele se joga o destino de um homem que viveu a vida de acordo com a sua sensibilidade e a evidencia do absurdo de existir. Enriquecida por uma penetrante introdução de Jean-Paul Satre esta obra-prima de Albert Camus é de pleno direito incluída na presente colecção que reúne as mais importantes obras deste auto...

As recomendações

6 livros parecidos com O Estrangeiro

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  1. Capa de A náusea

    A náusea

    Jean-Paul Sartre

    2026 · 244 págs.

    “Assim como O Estrangeiro, A Náusea mergulha na experiência do absurdo e da gratuidade da existência. O protagonista, Antoine Roquentin, sente um mal-estar profundo diante da contingência das coisas, questionando o sentido da vida e da liberdade, temas centrais na obra de Camus.”

    A náusea é o primeiro romance de Jean-Paul Sartre, considerado pela crítica e pelo próprio autor o mais perfeito de sua sempre inquieta e inovadora carreira. O protagonista desta história é o intelectual pequeno-burguês Antoine Roquentin, símbolo de uma geração que descobre, horrorizada, a ausência de sentido da vida. Em um diário, o personagem passa, então, a catalogar impiedosamente todos os seus sentimentos, que culminam em uma sensação penetrante e avassaladora: a náusea. Publicado pela primeira vez em 1938, o livro foi um marco na ficção existencialista e é até hoje um dos textos mais famosos da literatura francesa do século XX. Esta edição conta com prefácio inédito de Caio Liudvik, pós-doutor em Filosofia e autor de Sartre e o pensamento mítico.

  2. Capa de O mito de Sísifo

    O mito de Sísifo

    Albert Camus

    2019 · 135 págs.

    “Neste ensaio filosófico, Camus desenvolve o conceito do absurdo que permeia O Estrangeiro. É a chave teórica para entender a indiferença de Meursault e a revolta como resposta ao sem-sentido da existência.”

    De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura. Albert Camus, um dos escritores e intelectuais mais influentes do século XX, publicou O mito de Sísifo em 1942. Este ensaio sobre o absurdo tornou-se uma importante contribuição filosófico-existencial e exerceu profunda influência sobre toda uma geração. Camus destaca o mundo imerso em irracionalidades e lembra Sísifo, condenado pelos deuses a empurrar incessantemente uma pedra até o alto da montanha, de onde ela tornava a cair, caracterizando seu trabalho como inútil e sem esperança. O autor faz um retrato do mundo em que vivemos e do dilema enfrentado pelo homem contemporâneo: "Ou não somos livres e o responsável pelo mal é Deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas Deus não é todo-poderoso."

  3. Capa de Crime e castigo

    Crime e castigo

    Fiódor Dostoiévski

    2020 · 248 págs.

    “O romance explora as consequências psicológicas e morais de um assassinato cometido por um jovem que se acredita acima das leis. Como em O Estrangeiro, o crime é um catalisador para reflexões sobre culpa, alienação e a natureza humana.”

    A pobreza assola Raskólnikov,que precisa pagar os estudos e o aluguel de onde mora.Orgulhoso, acredita que é inteligente o suficiente para planejar um crime perfeito,julgando que seu bom motivo e futuro promissor justificariam o ato. Os limites da moralidade comum também o atingem e ele é sentenciado. A culpa o acompanha na jornada em busca de redenção e boas perspectivas.Dostoiévski traz a psicologia criminal para este romance,abordando moralidade e a margem da dignidade nas ruas das cidades.

  4. Capa de O processo

    O processo

    Franz Kafka

    2020 · 233 págs.

    “A obra retrata a angústia de Josef K. diante de um sistema judicial absurdo e incompreensível. O sentimento de estranheza e a luta contra uma lógica inexorável ecoam a experiência de Meursault frente à sociedade e à justiça.”

    Um dos principais romances de Franz Kafka, O processo foi publicado pela primeira vez em 1925, ano seguinte à morte do autor. A obra foi editada por Max Brod, que foi guardião dos manuscritos do escritor tcheco por intermédio de seu testamento. Neste livro, Kafka lança o leitor mais uma vez em uma realidade absurda, na qual um bancário se vê envolvido em um processo judicial inexplicável. Em seu aniversário de 30 anos, Josef K. é surpreendido por dois guardas logo que acorda. Após os homens tomarem o café que deveria ser dele, comunicam-no que está preso, embora não lhe deem motivo algum para isso. Sem saber quem o denunciou nem o motivo de sua prisão, ele luta contra autoridades que o ameaçam e o chantageiam, embora nunca apresentem o embasamento legal da investigação. O processo , ao lado de A metamorfose , é uma demonstração inequívoca da potência literária de Franz Kafka. Um romance que não soa datado mesmo um século depois de sua publicação original.

  5. Capa de A metamorfose

    A metamorfose

    Franz Kafka

    2018

    “Gregor Samsa acorda transformado em inseto e se torna um estrangeiro dentro de sua própria família. A alienação e a perda de identidade são temas que ressoam com a condição de Meursault.”

    A metamorfose foi escrita em 1912 por Franz Kafka e publicada em 1915. Não causou qualquer impacto quando da sua publicação, o sucesso e o reconhecimento crítico viriam anos depois da morte do autor, quando se publicou o restante da sua obra e teve início uma certa tradição em torno do seu nome e da sua literatura. Há muitas possibilidades de leitura e de interpretação dessa obra, vários são os críticos, leitores e autores que afirmam a multiplicidade de sentidos deste texto. Em geral, afirmam-se as dificuldades e até impossibilidades de sobrevivência num mundo marcado pelo estranhamento, pela frieza e incompatibilidade das relações. Mundo este que monstrualiza e metamorfoseia pessoas e sentimentos.

  6. Capa de Bartleby, o escrivão

    Bartleby, o escrivão

    Herman Melville

    2023 · 106 págs.

    “Bartleby, um escrivão que simplesmente prefere não fazer nada, encarna uma recusa passiva semelhante à indiferença de Meursault. A história explora a alienação e a incompreensão social diante de um comportamento aparentemente absurdo.”

    Eu poderia te contar sobre Bartleby, mas prefiro não. Anti-herói dos tempos modernos, o comportamento de Bartleby provoca reações de repulsa e indignação – não por aquilo que faz, mas pelo que se recusa a fazer. Bartleby não gosta de trabalhar: não toma café ou se obriga a ser produtivo. Mas tampouco gosta de sair para se divertir – não bebe cerveja ou puxa assunto com quem quer que seja. Bartleby é, acima de tudo, um homem de aspecto terrivelmente sedado. Publicado em 1853, Bartleby é uma obra breve de repercussão retumbante. Através da melancolia paralisante do protagonista, Herman Melville tece uma densa crítica à desumanização dos modos de produção vigentes. Desconectado de tudo o que é humano, Bartleby tem como única missão na vida copiar mecanicamente e sem erros documentos que servem apenas para multiplicar a riqueza alheia. A edição da Antofágica foi integralmente datilografada por Letícia Lopes, que realizou intervenções artísticas que refletem o trabalho monótono e repetitivo do copista. O multiartista Nuno Ramos coloca-se de frente à parede de tijolos para escrever seu posfácio, e José Garcez Ghirardi nos conduz para o exterior da repartição para melhor compreender esse autor que dominou das formas breves às mais extensas. Antônio Xerxenesky escreve um texto a respeito de Bartleby enquanto alegoria para uma sociedade adoecida pelo trabalho. A apresentação – útil na sua inutilidade – é de Manuela Cantuária, roteirista e escritora. EXTRA: Ao escanear o QR Code da cinta, o leitor tem acesso a duas videoaulas sobre o livro com José Garcez Ghirardi, doutor em Letras pela USP e professor de Direito da FGV-SP

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Perguntas frequentes

Sobre esta lista

Quais livros são parecidos com O Estrangeiro?
A náusea (Jean-Paul Sartre), O mito de Sísifo (Albert Camus), Crime e castigo (Fiódor Dostoiévski), O processo (Franz Kafka), A metamorfose (Franz Kafka), Bartleby, o escrivão (Herman Melville). São 6 indicações do motor de recomendação do nextread, cada uma com o porquê de ler depois de O Estrangeiro.
Por que ler A náusea depois de O Estrangeiro?
Assim como O Estrangeiro, A Náusea mergulha na experiência do absurdo e da gratuidade da existência. O protagonista, Antoine Roquentin, sente um mal-estar profundo diante da contingência das coisas, questionando o sentido da vida e da liberdade, temas centrais na obra de Camus.
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