Iracema
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6 livros parecidos com Iracema, escolhidos pelo motor de recomendação do nextread.
Iracema, de José de Alencar, é um marco do romantismo brasileiro, narrando o amor impossível entre a indígena Iracema e o colonizador Martim. Para quem se encantou com essa obra, selecionamos livros que exploram o encontro entre culturas, a formação da identidade nacional, o indianismo e a crítica social, mantendo o lirismo e a força narrativa.
Nesta lista: 1. O Guarani 2. Macunaíma 3. A Carta de Pero Vaz de Caminha 4. O cortiço 5. Memórias de um sargento de milícias 6. Senhora
Iracema
Ceará, século XVII. Você está prestes a conhecer uma das histórias de amor mais aclamadas da literatura brasileira. O herói branco, europeu, apaixona-se pela linda Iracema, "a virgem dos lábios de mel". Mais que doçura, a bela guarda o valioso segredo da jurema, que lhe cobra total castidade. O amor, porém, não conhece segredos; tem seus próprios mistérios. No enredo, um conflito histórico entre tribos indígenas permeia a narrativa, tecendo uma parábola ao mesmo tempo trágica e poética da origem...
As recomendações
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“Outro clássico indianista de Alencar, que também retrata o amor entre uma figura indígena e um europeu, em meio a conflitos históricos. A obra aprofunda a idealização do indígena e a formação do Brasil colonial, temas centrais em Iracema.”
O Guarani (originalmente O Guarany: Romance Brasileiro) é um romance histórico escrito por José de Alencar, desenvolvido em princípio em folhetim. Os principais fatos que articulam a história são: a devoção e fidelidade de Peri (termo oriundo do tupi antigo piripiri, uma espécie de junco), índio goitacá, a Cecília de Mariz (que é frequentemente chamada de Ceci, termo derivado do tupi antigo sasy, a dor dele : no caso, a dor de Peri por não ver correspondido seu amor por Cecília). O Guarani foi adaptado a ópera por Carlos Gomes em 1870 e hoje é um dos principais romances da literatura nacional.
“Esta rapsódia modernista resgata a figura do indígena de forma crítica e irreverente, subvertendo o ideal romântico. A jornada do herói sem nenhum caráter dialoga com a busca de identidade nacional presente em Iracema.”
Às margens do Uraricoera, na Floresta Amazônica, nasce o preguiçoso e vaidoso Macunaíma, que desde pequeno, não hesita em mentir e se transformarem outras pessoas para satisfazer seus desejos.Sua mãe logo o abandona e, em sua nova jornada, ele ganha um talismã da Mãe do Mato, mas o perde.Então, parte para o Sudeste do Brasil em busca do amuleto.Macunaíma é um marco modernista e uma reflexão do autor sobre a cultura brasileira.Mescla os dialetos e costumes de diversas regiões na narrativa e aborda a desigualdade social no país.
“Documento fundador da literatura brasileira, descreve o primeiro contato entre europeus e indígenas. É uma leitura essencial para quem deseja entender as raízes do indianismo e a visão colonial presente em Iracema.”
Escrita por Pero (Pedro) Vaz de Caminha (1450 – 1500), fidalgo português e escrivão oficial da esquadra de Pedro Álvares Cabral (1467 – 1520), a Carta é um dos documentos mais importantes da história dos descobrimentos portugueses. Em 1500, Caminha foi nomeado escrivão da feitoria a ser erguida em Calicute, na índia, razão pela qual se encontrava na nau capitânia da armada de Cabral naquele mesmo ano, quando a mesma encontrou o Brasil. Em 1817, o padre Manuel Aires do Casal fez uma cópia da carta e a publicou na imprensa, tornando-a pública e conhecida pela primeira vez. Sem dúvidas, a Carta do Descobrimento inaugura não apenas a nossa história enquanto nação, a nossa entrada na narrativa ocidental, mas também abre uma espécie de mitologia cultural brasileira no que diz respeito à natureza edênica, ao primitivismo indígena, ao índio cordial, ao contato ameno entre duas raças etc. A Coleção Vozes de Bolso – Literatura Brasileira se propõe a trazer ao público um novo tipo de trabalho em torno de grandes clássicos da literatura de língua portuguesa. São todos textos já canonizados pela nossa tradição, porém com alguns "aditivos" que agregam valor e força aos mesmos.
“Romance naturalista que retrata a vida em um cortiço carioca, com forte crítica social e determinismo. A obra contrasta com o idealismo romântico de Alencar, mas também aborda a miscigenação e as tensões sociais no Brasil.”
Se um livro percorreu décadas, séculos e chegou até nós com o rótulo de "clássico" é porque muita, mas muita gente o leu, gostou e projetou esse prazer para além de seu tempo. É o caso dos títulos reunidos na coleção Clássicos, da SESI-SP Editora. Sucessivas gerações de leitores consagraram tais títulos como obras de arte que falam à alma, moldadas sobre a rica matéria-prima da literatura, sendo a língua tanto a nossa portuguesa como outras de culturas diversas. São textos que mantêm a atualidade por terem como referência a essência do ser humano, que resiste ao tempo e à história, mesmo que a linguagem utilizada, muitas vezes, traga características de outros tempos e movimentos de nossa história. A leitura vale, não como obrigatória, mas como necessária.
“Clássico do romantismo brasileiro que retrata a vida urbana no Rio de Janeiro do século XIX, com um protagonista malandro e anti-herói. A obra oferece um contraponto realista e cômico ao lirismo indianista de Iracema.”
Quando o Brasil ainda estava sob as barbas do Império e as ruas do Rio de Janeiro eram tomadas por lamentos e comemorações de toda natureza, nascia, numa esquina qualquer, uma figura incendiária: o malandro. Eram os anos de 1852 e 1853 quando começou a surgir — aos poucos, em folhetins — uma obra que não apenas marcaria a literatura brasileira, mas se firmaria como um dos grandes símbolos antimoralismo do país. Era o Rio no tempo do rei, afinal de contas, mas nem só de pompa e circunstância se faz uma cidade. Memórias de um sargento de milícias é uma história de pessoas simples, cercadas de alegrias e desventuras. Na contramão do romantismo do século XIX, o romance expõe ângulos da sociedade até então nunca explorados tão intimamente: num ato corajoso para o padrão da época, as miudezas da vida cotidiana passam a ser vistas sob lentes de aumento, despidas de qualquer idealização, compondo um inquieto retrato de um Rio de Janeiro do passado. A edição da Antofágica conta com mais de 50 artes de Manuela Navas. O compositor e escritor Nei Lopes escreve uma apresentação sobre sua trajetória pessoal não apenas com o livro, mas com a cidade do Rio de Janeiro. Nos posfácios, Giovanna Dealtry, doutora em Letras pela PUC-Rio e professora do Instituto de Letras da UERJ, constrói um panorama sobre as dinâmicas narrativas e sobre o conceito de malandragem, e o escritor Sérgio Rodrigues discorre sobre a eterna juventude de Memórias de um sargento de milícias. Gabriela Mayer, jornalista e crítica literária, nos oferece um ensaio sobre as correlações entre literatura e o jornalismo, ofício primeiro de Manuel Antônio de Almeida. O QR Code na cinta direciona a duas videoaulas disponíveis no YouTube com Vinicius Barbosa, é mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e idealizador do @latinaleitura nas redes sociais..
“Romance urbano de Alencar que critica os casamentos por interesse na sociedade carioca. Embora distante do cenário indígena, mantém a prosa envolvente e a análise das relações amorosas e sociais do autor.”
Após tornar-se milionária ao receber a herança do avô, a antes pobre e órfã Aurélia decide casar-se com o homem que a decepcionara tanto no passado: Fernando Seixas. Para isso, oferece a ele, anonimamente, um dote de cem mil-réis para que se case com ela. O desejo de ascensão social de Fernando faz ele aceitar a proposta; no entanto, seu casamento com uma das mulheres mais cortejadas do Rio de Janeiro se mostra uma enorme teia de desprezo, ódio e discussões, na qual amor, dinheiro e prestígio social se chocam. Em meio a esse conflito, conseguirá o casal ser feliz?
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