A Moreninha
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A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o marco fundador do romance romântico brasileiro, com seu amor juvenil, segredos de família e paisagens tropicais idealizadas. Para quem gostou dessa mistura de doçura, mal-entendidos e final feliz, reunimos catorze livros que vão do romantismo mais canônico a herdeiros modernos do mesmo espírito.
Nesta lista: 1. Iracema 2. Lucíola 3. Senhora 4. Memórias de um sargento de milícias 5. O cortiço 6. Dom Casmurro
A Moreninha
Não é por acaso que A moreninha fez enorme sucesso ao ser lançado, em 1844, e quase dois séculos depois ainda é um dos romances mais lidos e queridos da literatura brasileira. Mais leve que o ar, a prosa cheia de graça de Joaquim Manuel de Macedo garante o frescor de uma trama que em mãos menos hábeis poderia soar açucarada e até tola: as intrigas amorosas de uma juventude privilegiada — e gloriosamente inconsciente dessa condição — numa sociedade escravocrata. Sim, o tempo ingênuo que vigora ne...
As recomendações
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“Publicado poucos anos depois de A Moreninha, é outro pilar do romantismo brasileiro e transforma o amor impossível em alegoria da formação nacional. A prosa poética e o par romântico em conflito com o destino devem agradar a quem gostou do tom sentimental do livro de Macedo.”
Descubra a magia e o mistério das terras brasileiras através de uma história de amor inesquecível! Iracema, de José de Alencar, é uma obra-prima da literatura brasileira que transporta o leitor para o coração do Brasil colonial, onde a natureza exuberante e a cultura indígena se entrelaçam em uma narrativa poética e envolvente. A história gira em torno de Iracema, a "virgem dos lábios de mel", e seu amor proibido por Martim, um colonizador europeu. Este romance não é apenas uma história de amor, mas um retrato profundo e sensível do encontro entre duas culturas distintas. Temas únicos como o choque cultural, a identidade nacional e a harmonia com a natureza são explorados com maestria, destacando a originalidade de Alencar em capturar a essência do Brasil. O autor utiliza um estilo lírico e descritivo que faz com que cada página seja uma experiência sensorial, transportando o leitor para as florestas e rios do Ceará. Reconhecido como um dos grandes clássicos da literatura brasileira, Iracema é frequentemente estudado em escolas e universidades, sendo uma leitura essencial para quem deseja compreender a formação cultural e histórica do Brasil. A obra é destinada a leitores apaixonados por histórias de amor, estudantes de literatura e todos aqueles que buscam uma conexão mais profunda com a cultura brasileira. Deixe-se envolver por esta narrativa cativante e descubra por que Iracema continua a encantar gerações. Adquira já o seu exemplar e embarque nesta viagem inesquecível!
“Aqui o romantismo ganha contornos urbanos e moralmente ambíguos, mas mantém o foco no poder transformador do amor. É uma boa ponte para quem quer sair do idílio rural de A Moreninha sem abandonar a intensidade romântica.”
Com os pais e irmãos doentes, sem dinheiro para comprar remédios e alimentos, Lúcia aceita a ajuda de um homem mau-caráter que apenas quer possui-la. Apesar de seu gesto generoso para salvar a vida da família, o pai de Lúcia, que se recuperara, a coloca para fora de casa ao saber da origem do dinheiro. A partir deste momento, Lúcia, ainda bem jovem, é entregue a sua própria sorte. Prostituição, desilusão, riqueza e paixão circundam a vida desta bela e generosa mulher. E, pela força do amor, ela resgata a dignidade e abre mão da riqueza e do conforto para recomeçar a vida de maneira honesta. José de Alencar tinha o desejo de ver a sociedade consciente da situação do país, e para tanto conduzia o leitor, por meio dos seus livros, a conhecer a verdadeira história das grandes cidades e da vida rural.
“O casamento por interesse e a disputa entre amor e orgulho ecoam os mal-entendidos amorosos de A Moreninha, só que com uma heroína muito mais calculista. A crítica social mais afiada amplia o horizonte de quem já conhece o romance de Macedo.”
Após tornar-se milionária ao receber a herança do avô, a antes pobre e órfã Aurélia decide casar-se com o homem que a decepcionara tanto no passado: Fernando Seixas. Para isso, oferece a ele, anonimamente, um dote de cem mil-réis para que se case com ela. O desejo de ascensão social de Fernando faz ele aceitar a proposta; no entanto, seu casamento com uma das mulheres mais cortejadas do Rio de Janeiro se mostra uma enorme teia de desprezo, ódio e discussões, na qual amor, dinheiro e prestígio social se chocam. Em meio a esse conflito, conseguirá o casal ser feliz?
“É o outro grande romance brasileiro da mesma década, com malandragem, festas e tipos populares do Rio de Janeiro. Quem gostou do cotidiano carioca e do humor leve de A Moreninha encontra aqui uma veia cômica ainda mais solta.”
Quando o Brasil ainda estava sob as barbas do Império e as ruas do Rio de Janeiro eram tomadas por lamentos e comemorações de toda natureza, nascia, numa esquina qualquer, uma figura incendiária: o malandro. Eram os anos de 1852 e 1853 quando começou a surgir — aos poucos, em folhetins — uma obra que não apenas marcaria a literatura brasileira, mas se firmaria como um dos grandes símbolos antimoralismo do país. Era o Rio no tempo do rei, afinal de contas, mas nem só de pompa e circunstância se faz uma cidade. Memórias de um sargento de milícias é uma história de pessoas simples, cercadas de alegrias e desventuras. Na contramão do romantismo do século XIX, o romance expõe ângulos da sociedade até então nunca explorados tão intimamente: num ato corajoso para o padrão da época, as miudezas da vida cotidiana passam a ser vistas sob lentes de aumento, despidas de qualquer idealização, compondo um inquieto retrato de um Rio de Janeiro do passado. A edição da Antofágica conta com mais de 50 artes de Manuela Navas. O compositor e escritor Nei Lopes escreve uma apresentação sobre sua trajetória pessoal não apenas com o livro, mas com a cidade do Rio de Janeiro. Nos posfácios, Giovanna Dealtry, doutora em Letras pela PUC-Rio e professora do Instituto de Letras da UERJ, constrói um panorama sobre as dinâmicas narrativas e sobre o conceito de malandragem, e o escritor Sérgio Rodrigues discorre sobre a eterna juventude de Memórias de um sargento de milícias. Gabriela Mayer, jornalista e crítica literária, nos oferece um ensaio sobre as correlações entre literatura e o jornalismo, ofício primeiro de Manuel Antônio de Almeida. O QR Code na cinta direciona a duas videoaulas disponíveis no YouTube com Vinicius Barbosa, é mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e idealizador do @latinaleitura nas redes sociais..
“É o reverso naturalista do romantismo de Macedo: em vez do idílio, mostra o desejo e a ambição como forças coletivas. Serve para quem quer ver como o romance brasileiro do século XIX evoluiu a partir das convenções de A Moreninha.”
Se um livro percorreu décadas, séculos e chegou até nós com o rótulo de "clássico" é porque muita, mas muita gente o leu, gostou e projetou esse prazer para além de seu tempo. É o caso dos títulos reunidos na coleção Clássicos, da SESI-SP Editora. Sucessivas gerações de leitores consagraram tais títulos como obras de arte que falam à alma, moldadas sobre a rica matéria-prima da literatura, sendo a língua tanto a nossa portuguesa como outras de culturas diversas. São textos que mantêm a atualidade por terem como referência a essência do ser humano, que resiste ao tempo e à história, mesmo que a linguagem utilizada, muitas vezes, traga características de outros tempos e movimentos de nossa história. A leitura vale, não como obrigatória, mas como necessária.
“Machado retoma o ciúme e a dúvida amorosa que rondam A Moreninha e os transforma em um dos maiores enigmas da literatura brasileira. É a leitura ideal para quem gostou do jogo de aparências e segredos do romance de Macedo.”
Bem-vindo ao maravilhoso mundo de Machado de Assis. Nesta edição clássica do seu romance Dom Casmurro, trazemos até si esta admirável peça literária do final do século XIX e início do século XX.Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899. Foi escrito para sair diretamente em livro, o que ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior. Completa a "trilogia realista" de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, tendo sido esses dois escritos primeiramente em folhetins.Seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende "atar as duas pontas da vida", ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama. Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de "Dom Casmurro", daí o título do romance. Machado de Assis o escreveu utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e sobretudo a peça Otelo de Shakespeare.Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e sofreu inúmeras interpretações, desde psicológicas e psicanalíticas na crítica literária dos anos 30 e dos anos 40, passando pelo feminismo na década de 1970 até sociológicas da década de 1980, e adiante. Creditado como um precursor do Modernismo e de ideias posteriormente escritas por Sigmund Freud, o livro influenciou os escritores John Barth, Graciliano Ramos e Dalton Trevisan e é considerado por alguns a obra-prima de Machado de Assis. Além de ter sido traduzido para outras línguas, continua a ser um de seus livros mais famosos e é considerado um dos mais fundamentais de toda a literatura brasileira.Esperamos que tenha tanto prazer a ler esta obra clássica quanto aquele que nós, na Mogul Edições Clássicas, tivemos a trazer-lha até si.
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