A Metamorfose
seguido de O Veredicto
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A Metamorfose, de Franz Kafka, narra a transformação de Gregor Samsa em um inseto e a consequente alienação familiar, tornando-se um marco do absurdo e da angústia existencial. A partir dessa obra, reunimos romances e contos que exploram a burocracia opressiva, o isolamento do indivíduo e o surrealismo cotidiano, todos com edições brasileiras publicadas. As sugestões incluem desde clássicos do existencialismo até distopias e experimentos formais que dialogam com o universo kafkiano.
Nesta lista: 1. O processo 2. A náusea 3. O muro 4. Admirável mundo novo 5. Nós 6. Bartleby, o escrivão
A Metamorfose
seguido de O Veredicto
Ao amanhecer um dia transformado em um inseto gigante, Gregor Samsa viu sua vida e a de sua família se tornar um pesadelo absurdo e interminável. Escrita em 1912, "A metamorfose" é a história mais conhecida e estudada de Franz Kafka (1883-1924), que retratou como ninguém a perplexidade do ser humano diante de um mundo cada vez mais injusto e sem sentido. Sua obra é tão importante que Heinz Politzer, um conceituado comentarista de Kafka, chegou a escrever: "Depois da metamorfose de Gregor Samsa,...
As recomendações
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“Romance inacabado de Kafka que acompanha Josef K., um homem acusado por um crime nunca revelado, preso em um sistema judicial labiríntico. A obra aprofunda a burocracia opressiva e a culpa inexplicável já presentes em A Metamorfose. É a outra obra-prima do autor que melhor representa a condição kafkiana.”
Um dos principais romances de Franz Kafka, O processo foi publicado pela primeira vez em 1925, ano seguinte à morte do autor. A obra foi editada por Max Brod, que foi guardião dos manuscritos do escritor tcheco por intermédio de seu testamento. Neste livro, Kafka lança o leitor mais uma vez em uma realidade absurda, na qual um bancário se vê envolvido em um processo judicial inexplicável. Em seu aniversário de 30 anos, Josef K. é surpreendido por dois guardas logo que acorda. Após os homens tomarem o café que deveria ser dele, comunicam-no que está preso, embora não lhe deem motivo algum para isso. Sem saber quem o denunciou nem o motivo de sua prisão, ele luta contra autoridades que o ameaçam e o chantageiam, embora nunca apresentem o embasamento legal da investigação. O processo , ao lado de A metamorfose , é uma demonstração inequívoca da potência literária de Franz Kafka. Um romance que não soa datado mesmo um século depois de sua publicação original.
“Antoine Roquentin sente uma náusea existencial ao perceber a contingência e o absurdo da existência. Assim como Gregor, ele enfrenta a estranheza do mundo e de si mesmo. O romance fundador do existencialismo francês tem edição brasileira pela Nova Fronteira.”
A náusea é o primeiro romance de Jean-Paul Sartre, considerado pela crítica e pelo próprio autor o mais perfeito de sua sempre inquieta e inovadora carreira. O protagonista desta história é o intelectual pequeno-burguês Antoine Roquentin, símbolo de uma geração que descobre, horrorizada, a ausência de sentido da vida. Em um diário, o personagem passa, então, a catalogar impiedosamente todos os seus sentimentos, que culminam em uma sensação penetrante e avassaladora: a náusea. Publicado pela primeira vez em 1938, o livro foi um marco na ficção existencialista e é até hoje um dos textos mais famosos da literatura francesa do século XX. Esta edição conta com prefácio inédito de Caio Liudvik, pós-doutor em Filosofia e autor de Sartre e o pensamento mítico.
“Coletânea de contos que inclui 'O Muro', 'O Quarto' e 'A Infância de um Chefe', todos explorando a liberdade, a angústia e a alienação. O tom claustrofóbico e filosófico dialoga diretamente com a obra de Kafka. Publicado no Brasil pela Nova Fronteira.”
Produzidos às vésperas da Segunda Guerra Mundial, enquanto Jean-Paul Sartre assistia ao colapso do mundo que conhecia, os cinco contos de O muro são algumas das melhores representações literárias do pensamento existencialista do escritor e filósofo francês. Dando título ao livro, a primeira história nos põe ao lado de três prisioneiros à beira da execução. Somos, então, confrontados com os sentimentos, reflexões e inquietações dos confinados. As outras narrativas, sem jamais abandonar uma profunda ironia, seguem nos empurrando a situações-limite do corpo e da alma para refletir sobre questões como liberdade, subjetividade, propósito, finitude e os paradoxos da existência.
“Distopia que retrata uma sociedade controlada pela tecnologia e pelo condicionamento genético, onde a individualidade é suprimida. O romance questiona o que significa ser humano em um sistema que elimina o sofrimento e a liberdade. Edição brasileira pela Globo Livros.”
Admirável mundo novo ganha nova tradução e edição especial comemorativa de 90 anos Para celebrar os 90 anos da primeira publicação, o livro de Aldous Huxley ganha uma edição de luxo em capa dura com projeto gráfico especial e nova tradução do especialista em ficção-científica, Fabio Fernandes. Além disso, a publicação conta com dois textos extras, um assinado por Ursula K. Le Guin, escritora e admiradora confessa deste livro e de seu autor, e o outro de Samir Machado de Machado, escritor gaúcho, que conta a história das obras de Aldous Huxley e de Admirável mundo novo no Brasil, desde sua primeira edição por aqui. Em uma sociedade organizada segundo princípios estritamente científicos, Bernard Marx, um psicólogo, sente-se inadequado quando se compara aos outros seres de sua casta. Ao descobrir uma “reserva histórica” que preserva costumes de uma sociedade anterior – muito semelhante a do leitor – Bernard vai perceber as diferenças entre este mundo e o seu – e a partir de um sentimento de inconformismo, ele desafiará o mundo. O romance distópico de Aldous Huxley é, certamente, um clássico moderno e indispensável para quem busca leituras sobre autoritarismo, manipulação genética, ficção especulativa e outros temas que se tornam a cada dia mais urgentes. Muitas das previsões do autor vieram a ser confirmadas anos mais tarde, como a tecnologia reprodutiva, as supostas técnicas de aprendizado durante o sono e a manipulação pelo condicionamento psicológico. Ao lado de obras como Fahrenheit 451, de Ray Bradbury e 1984, de George Orwell, que criticavam os governos totalitários de esquerda e de direita, Admirável mundo novo figura na lista dos livros mais relevantes e influentes de todos os tempos. O clássico de Huxley não é somente um hábil exercício de futurismo ou de ficção científica, mas um olhar acerca do autoritarismo no mundo desde que o livro foi publicado, em 1932, e que continua a nos assombrar.
“Romance distópico que inspirou Orwell e Huxley, descrevendo uma sociedade completamente racionalizada onde os cidadãos são números. A perda da individualidade e a rebelião impossível ecoam a situação de Gregor Samsa. Edição brasileira pela Aleph.”
Escrita nos anos 1920, Nós é a distopia original que inspirou grandes clássicos do gênero, como Admirável mundo novo, 1984, Laranja mecânica e Fahrenheit 451. A obra conta com texto traduzido direto do russo, uma resenha de George Orwell e uma comovente carta enviada por Zamiátin a Stálin. Em nome de um suposto bem coletivo, um governo totalitário priva a população de direitos fundamentais como livre-arbítrio, individualidade e liberdade de expressão. Chamado de Estado Único, esse regime cria uma sociedade completamente mecanizada e lógica, em que os horários de trabalho, de lazer, das refeições e até do sexo são extremamente regulados. Um mundo onde as pessoas não possuem nome, mas um número. D-503, um engenheiro que vive pleno e feliz — segundo os ditames do grandioso Estado Único —, começa a duvidar das próprias convicções ao conhecer uma mulher misteriosa que comete a ousadia de burlar as regras impostas, e que mostra a ele uma outra forma de enxergar a sociedade. Escrita nos anos 1920, Nós é a distopia original que inspirou grandes clássicos do gênero, como Admirável mundo novo, 1984, Laranja mecânica e Fahrenheit 451. Além do texto brilhante de Ievguêni Zamiátin, esta edição inclui uma resenha do livro escrita por George Orwell e uma comovente carta do autor a Stálin, na qual pede autorização para deixar a União Soviética em razão da censura política às suas publicações.
“Bartleby, um escrivão que simplesmente 'prefere não' realizar suas tarefas, encarna a resistência passiva e o isolamento. Sua recusa em se adequar ao mundo do trabalho ressoa com a alienação de Gregor. Edição brasileira pela L&PM.”
Eu poderia te contar sobre Bartleby, mas prefiro não. Anti-herói dos tempos modernos, o comportamento de Bartleby provoca reações de repulsa e indignação – não por aquilo que faz, mas pelo que se recusa a fazer. Bartleby não gosta de trabalhar: não toma café ou se obriga a ser produtivo. Mas tampouco gosta de sair para se divertir – não bebe cerveja ou puxa assunto com quem quer que seja. Bartleby é, acima de tudo, um homem de aspecto terrivelmente sedado. Publicado em 1853, Bartleby é uma obra breve de repercussão retumbante. Através da melancolia paralisante do protagonista, Herman Melville tece uma densa crítica à desumanização dos modos de produção vigentes. Desconectado de tudo o que é humano, Bartleby tem como única missão na vida copiar mecanicamente e sem erros documentos que servem apenas para multiplicar a riqueza alheia. A edição da Antofágica foi integralmente datilografada por Letícia Lopes, que realizou intervenções artísticas que refletem o trabalho monótono e repetitivo do copista. O multiartista Nuno Ramos coloca-se de frente à parede de tijolos para escrever seu posfácio, e José Garcez Ghirardi nos conduz para o exterior da repartição para melhor compreender esse autor que dominou das formas breves às mais extensas. Antônio Xerxenesky escreve um texto a respeito de Bartleby enquanto alegoria para uma sociedade adoecida pelo trabalho. A apresentação – útil na sua inutilidade – é de Manuela Cantuária, roteirista e escritora. EXTRA: Ao escanear o QR Code da cinta, o leitor tem acesso a duas videoaulas sobre o livro com José Garcez Ghirardi, doutor em Letras pela USP e professor de Direito da FGV-SP
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